Manaus (AM) – O reajuste do Bolsa Família em 15,04% foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (17) e publicado em edição extra do Diário Oficial da União. O piso do programa sobe de R$ 600 para R$ 691. Os novos valores começam a valer em 1º de outubro.
O decreto entra em vigor na data da publicação, mas os efeitos financeiros só aparecem no pagamento de outubro. O benefício médio nacional deve passar de R$ 675 para R$ 777.
O que muda para o Amazonas
O estado é um dos mais dependentes do programa. Em junho, 625.389 famílias dos 62 municípios amazonenses receberam o Bolsa Família, com repasse superior a R$ 452,7 milhões no mês.
O valor médio pago no Amazonas foi de R$ 724,47, o segundo maior do país, atrás apenas de Roraima. A média nacional no mesmo mês ficou em R$ 677,66.
Manaus concentra a maior parte dos beneficiários: 253.997 famílias em junho. Depois vêm Parintins, com 20,7 mil, Manacapuru, com 20,2 mil, Itacoatiara, com 15,5 mil, e Autazes, com 15,3 mil.
Aplicado de forma linear sobre a média estadual de junho, o reajuste de 15,04% levaria o benefício médio no Amazonas para cerca de R$ 833 por família. O cálculo é do Portal Meu Amazonas, a partir dos dados de junho do Ministério do Desenvolvimento Social. O número real depende da composição de cada família no mês de pagamento.
Nos municípios do interior o efeito tende a ser maior, porque as famílias são mais numerosas. Santo Antônio do Içá teve a maior média do estado em junho: R$ 880,22.
Como o governo chegou aos 15,04%
O índice corresponde à inflação medida pelo INPC entre março de 2023, quando o formato atual do programa entrou em vigor, e agosto de 2026, o último dado disponível. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que o reajuste é linear e alcança cada um dos benefícios do programa.
Segundo Moretti, o custo é de R$ 5,8 bilhões ainda em 2026 e de cerca de R$ 22 bilhões em 2027, quando o valor vale o ano inteiro. Ele disse que o Executivo precisará ajustar o projeto de Lei Orçamentária já enviado ao Congresso, que não previa o aumento.
O piso de R$ 600 foi definido em 2022, no governo Jair Bolsonaro, também em ano eleitoral. O valor não havia sido reajustado desde então. O anúncio ocorre a menos de três semanas do primeiro turno das eleições.
Ainda não detalhado
O governo confirmou os novos valores do piso e da média, mas não divulgou quanto passa a valer cada adicional. Hoje o programa paga R$ 142 por integrante da família, R$ 150 por criança de zero a seis anos e R$ 50 por criança de sete a 12 anos, adolescente de 12 a 18, gestante ou nutriz.
Também não houve mudança anunciada no critério de renda. Continuam elegíveis as famílias inscritas no CadÚnico com renda de até R$ 218 por pessoa ao mês. As regras de frequência escolar, vacinação e pré-natal seguem valendo.
O calendário de outubro, organizado pelo final do Número de Identificação Social, será divulgado pela Caixa. Municípios amazonenses em situação de emergência climática costumam receber o pagamento de forma unificada no primeiro dia, como ocorreu em Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira.
LEIA MAIS:
Bolsa Família de agosto começa nesta terça-feira (18) no Amazonas
Bolsa Universidade 2027 abre 19,9 mil bolsas em Manaus
Manaus lança 68 mil bolsas para idiomas e pós-graduação em 2026
Quer receber notícias no seu WhatsApp ?-CLIQUE AQUI
Fale com a Redação: E-mail: [email protected] e WhatsApp: (92) 99148-8431