Lei que restringe uso de celulares já é adotada por 92% das escolas, aponta pesquisa

A lei que restringe uso de celulares nas escolas implementada em 92% das instituições brasileiras de educação básica, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (30) pelo Ministério da Educação (MEC). O levantamento aponta que gestores escolares perceberam avanços na concentração dos alunos, na participação em sala de aula e na convivência entre estudantes desde a entrada […]

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A lei que restringe uso de celulares nas escolas implementada em 92% das instituições brasileiras de educação básica, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (30) pelo Ministério da Educação (MEC). O levantamento aponta que gestores escolares perceberam avanços na concentração dos alunos, na participação em sala de aula e na convivência entre estudantes desde a entrada em vigor da Lei nº 15.100/2025.

O estudo realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em parceria com o Instituto Alana e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, e ouviu 8.189 gestores de escolas públicas e privadas entre março e abril deste ano.

Antes da legislação, apenas 13% das escolas permitiam o uso irrestrito de celulares. Atualmente, segundo a pesquisa, nenhuma instituição mantém essa política.

O que mudou com a lei

A legislação restringe o uso de celulares e outros dispositivos eletrônicos para fins não pedagógicos durante aulas, recreios e intervalos, permitindo sua utilização apenas em situações específicas, como atividades educacionais, acessibilidade e questões de saúde.

Entre os gestores entrevistados:

  • 97% afirmam que houve maior participação dos estudantes nas atividades escolares;
  • 95% perceberam aumento da concentração durante as aulas;
  • 95% disseram que a medida estimulou a socialização presencial;
  • 86% avaliaram que as atividades pedagógicas com tecnologia foram mantidas ou ampliadas;
  • 86% também relataram redução da ansiedade entre os alunos;
  • 88% apontaram diminuição de conflitos, agressões digitais e casos de cyberbullying.

Segundo a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, a rápida adesão demonstra que a sociedade já reconhecia os impactos negativos do uso indiscriminado dos celulares no ambiente escolar.

“Essa é uma lei viva, porque já está sendo internalizada. Se ela foi rapidamente aceita, é porque havia uma preocupação real com o uso nocivo dos celulares nas escolas”, afirmou.

Implementação ainda enfrenta desafios

Apesar da elevada adesão, a pesquisa mostra que quase metade das escolas ainda consolida as regras

Entre os principais desafios apontados pelos gestores estão:

  • conquistar a adesão dos estudantes às novas normas (39%);
  • garantir locais adequados para guardar os aparelhos (39%);
  • fiscalizar continuamente o cumprimento das regras durante aulas e intervalos (31%).

A CEO da MegaEdu, Cristieni Castilhos, destacou que cada escola vem adaptando protocolos conforme sua realidade, especialmente sobre onde os aparelhos devem permanecer durante o período letivo.

Famílias são consideradas fundamentais

Outro dado do levantamento mostra que 67% dos gestores consideram essencial ampliar a parceria com as famílias para estabelecer limites ao uso de telas também fora da escola.

Para o CEO da Fundação Lemann, Denis Mizne, a restrição dentro das instituições de ensino precisa ser acompanhada por hábitos semelhantes em casa.

Tecnologia continua presente na educação

Apesar das restrições, a pesquisa indica que a legislação não afastou o uso de recursos digitais na aprendizagem. Para 71% dos gestores, a medida não prejudica o desenvolvimento das habilidades digitais dos estudantes.

A secretária Kátia Schweickardt ressaltou que o objetivo da lei não é demonizar a tecnologia, mas incentivar seu uso com finalidade pedagógica.

Saiba mais

A Lei nº 15.100/2025 estabelece regras para o uso de celulares e outros dispositivos eletrônicos em escolas públicas e privadas da educação básica. A norma busca preservar o ambiente escolar como espaço de aprendizagem, convivência e desenvolvimento, permitindo exceções para atividades pedagógicas, acessibilidade, questões de saúde e outras situações previstas na legislação.


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Luiz Marcelo
Luiz Marcelohttps://portalmeuamazonas.com.br
Luiz Marcelo já escolheu seu lugar no mundo: na fronteira entre o jornalismo e o universo digital. Curioso por natureza, navega pela internet com olhar editorial — sempre em busca de pautas de interesse à população amazônida. Cada texto que escreve é uma chance de entender melhor a Amazônia e as histórias que ela guarda.

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