Manaus (AM) –A Super Liga de Futebol Americano vive uma turbulência no Regional Norte: uma decisão judicial retirou o Manaus Futebol Americano (Manaus FA) dos playoffs de 2025. O clube, que contesta a aplicação de um Walkover (W.O.), acusa cerceamento do direito de defesa e já acionou sua equipe jurídica para tentar reverter a exclusão por meio de um Requerimento de Reconsideração apresentado à Liga.
Por que Manaus FA acabou excluído da Super Liga?
A reviravolta ocorreu na segunda-feira (29), quando o Comitê Gestor da competição decidiu oficializar a saída do Manaus FA por W.O. no jogo que estava originalmente marcado contra o Tubarões do Cerrado. Por conseguinte, o Manaus Cavaliers acabou inserido na final da Conferência Centro-Norte, em uma alteração que o Manaus FA classifica como irregular e sem respaldo formal.
Clube alega W.O. aplicado verbalmente e sem prova
O presidente do Manaus FA, Renner, detalhou os fatos que antecederam a exclusão, destacando a ausência de comunicação formal e o desrespeito ao que estabelece o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
O presidente Renner entrou em contato com o presidente do Tubarões do Cerrado, Pedro Braga, para discutir a alteração da data do confronto devido a dificuldades financeiras geradas por atrasos no repasse de emendas parlamentares. A impossibilidade de realizar a viagem inviabilizava a presença da delegação em Brasília.
Posteriormente, o presidente da Liga, Lafaiete Jr, levou a situação ao Comitê Gestor. Em uma reunião anterior, a equipe manteve-se assegurada de que não seria aplicada a punição por W.O., mas sim uma multa administrativa de R$ 10 mil, mantendo o time na competição.
“O Presidente Lafaiete Jr. orientou a equipe do Tubarões do Cerrado a realizar uma publicação oficial no Instagram comunicando o cancelamento por problemas logísticos. Em nenhum momento nas nossas conversas ele me avisou sobre o W.O.,” afirmou Renner, evidenciando a mudança de discurso.
Mudança de decisão sem contraditório
A exclusão definitiva ocorreu na manhã de segunda-feira (29), durante uma chamada de vídeo que reuniu Lafaiete Jr., Vinícios Hames e Rodrigo Nascimento, membros do Comitê Gestor. O grupo comunicou a mudança da decisão inicial, alegando que a medida era a mais adequada “para não prejudicar a gestão geral da competição”.
A decisão de exclusão do Manaus FA ocorreu verbalmente, sem a emissão de documento formal.
- Cerceamento de Defesa: O presidente Renner relatou que em nenhum momento teve garantido o direito ao contraditório. Além disso, o clube não recebeu notificação formal sobre a exclusão nem sobre os ritos de processos disciplinares ou administrativos que permitissem a análise de suas alegações.
- Contestação Legal: O clube afirma que o conceito de W.O. apresentado durante a reunião virtual distorceu o que estabelece a legislação desportiva vigente (CBJD), que exige um processo formal para este tipo de punição.
Em suma, o Manaus FA formalizou um Requerimento de Reconsideração junto aos seus advogados. O ofício protocolado pela equipe amazonense reforça que em nenhum momento houve solicitação formal ou informal para o afastamento voluntário ou exclusão da competição, desafiando a legitimidade da decisão da Super Liga.
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