O esporte mundial está em luto com a confirmação da morte de Oscar Schmidt, aos 68 anos, ocorrida nesta sexta-feira (17), em São Paulo.
O ídolo do basquete brasileiro, que lutava contra um tumor cerebral há 15 anos, faleceu em sua residência em Santana de Parnaíba após sofrer uma parada cardiorrespiratória, segundo confirmou a prefeitura local e a assessoria do atleta.
O ÚLTIMO ARREMESSO DO ÍDOLO
De acordo com nota oficial, Oscar passou mal e foi socorrido pelo Serviço de Resgate, sendo encaminhado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), mas chegou à unidade sem vida. A família optou por uma despedida reservada e íntima.
O “Mão Santa”, como era conhecido, deixa um legado de superação: mesmo após o diagnóstico do câncer em 2011, ele manteve sua rotina de palestras e inspiração, afirmando viver a vida “intensamente”.
TRAJETÓRIA E RECORDE MUNDIAL
Nascido em Natal (RN), Oscar iniciou sua jornada aos 13 anos e construiu uma carreira fenomenal que o levou ao Hall da Fama da NBA.
Disputou cinco Olimpíadas e foi o principal responsável pela histórica vitória do Brasil sobre os Estados Unidos no Pan-Americano de Indianápolis, em 1987.
No Flamengo, em 2003, alcançou a marca de 49.737 pontos, tornando-se o maior cestinha da história do basquete mundial, superando a lenda Kareem Abdul-Jabbar.
ENTENDA O CASO: O IMPACTO NO AMAZONAS
Embora tenha trilhado carreira em grandes centros como São Paulo e Itália, o falecimento de Oscar Schmidt impacta profundamente o Amazonas, por meio dos projetos de base inspirados por sua trajetória.
Oscar foi padrinho simbólico de diversas gerações de atletas no Norte do país, onde o basquete amazonense — representado por clubes como o Nacional e o Rio Negro — sempre contou com “Mão Santa” como o maior referencial de técnica e ética de trabalho.
A morte do atleta brasileiro encerra, portanto, um capítulo da era de ouro do esporte nacional, mas seu recorde de pontos permanece como um desafio para novos talentos.
SAIBA MAIS
Oscar Schmidt é um dos poucos jogadores do mundo a integrar o Hall da Fama do Basquete (Naismith Memorial) sem nunca ter jogado na NBA, apesar de ter sido draftado pelo New Jersey Nets em 1984.
Ele recusou a liga americana para continuar defendendo a Seleção Brasileira, já que na época atletas da NBA não podiam disputar Olimpíadas.
- Oscar Schmidt nasceu em 1958 e teve carreira de quase 30 anos
- Foi um dos maiores pontuadores da história do basquete mundial
- Lutou contra um tumor cerebral por mais de uma década
- Considerado o maior nome do basquete brasileiro
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