Manaus (AM) – A Justiça Eleitoral determinou medidas protetivas contra o deputado federal eleito Sargento Salazar (PL) e Kidson Maia (PL) após a denúncia apresentada pela deputada estadual e candidata a vice-governadora Alessandra Campelo (PSD), que relatou ter se sentido ameaçada durante os bastidores de um debate eleitoral em Manaus.
Entre as determinações estão a suspensão da posse e a restrição do porte de armas de fogo, além da obrigação de manter distância mínima de 200 metros da parlamentar. Os dois também estão proibidos de entrar em contato com ela por telefone, redes sociais, e-mail ou aplicativos de mensagens. As medidas foram expedidas pela juíza eleitoral Bárbara Folhadela Paulain, no âmbito de uma representação criminal eleitoral apresentada pela defesa de Alessandra.
Decisão impõe limites em eventos políticos
A decisão também estabelece restrições à presença de Salazar e Kidson nos bastidores e nas áreas reservadas às comitivas em debates, atos e eventos públicos dos quais Alessandra Campelo participe.
Os mandados de notificação determinam o cumprimento imediato das medidas. O descumprimento das ordens judiciais pode resultar em novas consequências legais, conforme previsto nos documentos de notificação.
Denúncia surgiu após debate eleitoral
O caso ocorreu na terça-feira (13), após o debate promovido pela TV Norte Amazonas entre os candidatos ao Governo do Estado no segundo turno. Alessandra afirmou que Kidson Maia fez repetidos movimentos semelhantes ao de cortar o pescoço, gesto que interpretou como ameaça de morte. Salazar também foi citado na denúncia.
Após o episódio, a parlamentar procurou a Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM) e formalizou a ocorrência. Ela afirmou publicamente que se sentiu intimidada e que pretende levar o caso adiante na Justiça.
Defesa pediu restrições e apuração
A representação apresentada pela defesa da deputada solicitou medidas para limitar o contato e a aproximação dos dois envolvidos, além de restrições relacionadas às armas de fogo. O pedido também incluiu providências para verificar registros de armas em nome deles junto aos órgãos competentes.
A decisão judicial estabelece medidas preventivas diante do caso relatado. A responsabilidade criminal dos envolvidos, contudo, depende da apuração dos fatos e do andamento dos procedimentos legais.
Em nota, Alessandra Campelo afirmou que recebeu com serenidade a decisão da Justiça Eleitoral que concedeu medidas protetivas em seu favor após as ameaças. A deputada destacou que ameaças, intimidações e gestos de violência não devem ser tratados como brincadeira ou normalidade e defendeu que o episódio sirva de alerta para mulheres que enfrentam situações semelhantes. Ela também afirmou que continuará exercendo suas funções e participando da campanha. “Divergências políticas fazem parte da democracia. Ameaças e intimidação, não!”, declarou.
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