A cela parecia silenciosa naquela manhã na prisão de Wakefield, uma das unidades de segurança máxima mais conhecidas do Reino Unido. Quando agentes penitenciários abriram a porta, encontraram morto um dos detentos mais odiados do sistema prisional britânico.
O homem era Kyle Bevan, de 33 anos.
Anos antes, ele havia sido condenado à prisão perpétua pela morte da enteada, Lola James, de apenas 2 anos. O caso chocou o Reino Unido pela violência das agressões sofridas pela criança e pela idade da vítima.
Agora, a história ganhava um novo capítulo.
Segundo a acusação, três presos conseguiram chegar até a cela de Bevan e o atacaram em uma ação que durou poucos minutos. Os autores do crime também cumpriam penas por homicídio.
A investigação apontou que o ataque ocorreu em novembro de 2025 dentro da penitenciária de Wakefield, conhecida por abrigar alguns dos criminosos mais perigosos do país.
Um crime que chocou o Reino Unido
O nome de Kyle Bevan já era conhecido pela opinião pública britânica.
Em 2023, ele foi condenado pela morte de Lola James, filha de sua companheira. O julgamento revelou uma sequência de agressões que provocaram indignação nacional e colocaram o caso entre os mais comentados do país.
A repercussão foi tão intensa que organizações de proteção à infância passaram a citar a história como exemplo da necessidade de reforçar mecanismos de prevenção contra a violência doméstica envolvendo crianças.
Justiça paralela dentro da prisão
Mesmo condenado à prisão perpétua, Bevan continuava sendo alvo de hostilidade entre outros detentos.
Crimes contra crianças costumam colocar condenados em uma posição de vulnerabilidade dentro do sistema penitenciário, onde muitos presos criam códigos próprios de conduta e hierarquias informais.
Segundo a Promotoria britânica, os três detentos envolvidos planejaram a ação e executaram o ataque dentro da unidade prisional.
Em junho de 2026, eles também foram condenados à prisão perpétua pelo assassinato de Bevan.
O debate que permanece
O caso reacendeu uma discussão recorrente no Reino Unido: até que ponto o Estado consegue garantir a segurança de pessoas sob sua custódia.
Especialistas em segurança penitenciária lembram que, independentemente da gravidade dos crimes cometidos, a responsabilidade pela integridade física dos presos continua sendo do sistema prisional.
A morte de Kyle Bevan encerrou a trajetória de um homem condenado por um dos crimes mais revoltantes dos últimos anos no país. Mas abriu novas perguntas sobre violência, vingança e os limites do controle estatal dentro das prisões.
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