Na noite desta terça-feira (1º), o Irã lançou mais de 100 mísseis contra Israel, em retaliação aos ataques israelenses contra o grupo Hezbollah no sul do Líbano. A ofensiva iraniana ocorre horas após alertas dos Estados Unidos sobre a iminência de um ataque.
O sistema de defesa antiaérea de Israel, o Domo de Ferro, foi acionado, interceptando grande parte dos mísseis no céu de Jerusalém e outras regiões.
De acordo com a imprensa local, o cenário é de tensão, com explosões sendo ouvidas em várias partes do país, incluindo o vale do Rio Jordão. Jornalistas da agência Reuters relataram a interceptação de mísseis no espaço aéreo da Jordânia.
O Exército de Israel havia antecipado que qualquer ataque iraniano seria de grandes proporções, orientando a população a buscar salas seguras em caso de ofensiva.
Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pronunciou-se através da rede social X (antigo Twitter), afirmando que os EUA estão prontos para auxiliar Israel em sua defesa. “Discutimos como os EUA estão preparados para ajudar Israel a se defender contra esses ataques e proteger funcionários americanos na região”, declarou Biden, após uma reunião com sua equipe de segurança nacional.
Em abril, o Irã já havia retaliado um ataque israelense contra sua embaixada em Damasco, utilizando projéteis e drones em uma tentativa de atacar Tel Aviv e outros pontos estratégicos. Na época, a maioria dos ataques foi interceptada pelo Domo de Ferro.
Situação em Israel
As Forças de Defesa de Israel continuam em alerta máximo, especialmente nas regiões centrais do país, onde moradores foram orientados a permanecer perto de abrigos antiaéreos. O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, afirmou que a situação no país é delicada e pediu que a população siga rigorosamente as instruções das autoridades de defesa.
Em resposta ao ataque, Israel tomou medidas de segurança adicionais, impondo restrições de circulação e proibindo o trabalho presencial em locais sem abrigos próximos, especialmente em Tel Aviv e Jerusalém.
Tensão no Oriente Médio
A ofensiva iraniana é vista como uma resposta aos recentes ataques de Israel contra o Hezbollah, grupo que também é apoiado por Teerã. Israel intensificou sua ação militar no sul do Líbano nas últimas semanas, resultando na morte de Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah, e de outros comandantes. As incursões israelenses forçaram milhares de pessoas a abandonarem suas casas na região.
Embora o Irã saiba dos riscos de uma retaliação israelense, especialmente contra suas instalações nucleares, a pressão interna por uma resposta militar tem crescido. Para Teerã, deixar um aliado como o Hezbollah vulnerável poderia enfraquecer sua influência no Oriente Médio.
Além disso, o Irã pode buscar coordenação com outros grupos aliados, como os houthis no Iêmen, que já realizaram ataques pontuais contra Israel. A situação permanece tensa, e uma escalada maior no conflito pode ocorrer a qualquer momento.
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