Barcelos (AM) – Um homem de 32 anos que responde por homicídio qualificado voltou para a cadeia, nesta terça-feira (30), após utilizar o período em que esteve em liberdade para intimidar e ameaçar as testemunhas do crime. A recaptura ocorreu no bairro Aparecida, no município de Barcelos, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).
A decisão judicial que determinou o retorno do investigado à prisão atendeu a relatórios da 75ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), que monitorou a conduta do acusado fora do ambiente prisional e constatou o risco à ordem pública.
O crime e a alteração da cena do fato
De acordo com o delegado Marcos Antônio, titular da 75ª DIP, o crime que originou o processo ocorreu no dia 30 de janeiro deste ano. A investigação apontou que a vítima, um homem de 37 anos, foi inicialmente ameaçada pelo agressor em decorrência de uma dívida financeira ligada ao comércio de entorpecentes na região.
Posteriormente, a vítima deslocou-se até o imóvel do suspeito, local onde foi assassinada com golpes contundentes na região da cabeça. “Ainda conforme as investigações, após o homicídio, o infrator fugiu do local e alterou a cena do crime”, detalhou o delegado. O homem chegou a ser capturado em flagrante no dia 3 de fevereiro, mas obteve o direito de responder ao processo em liberdade provisória meses depois.
Risco à ordem pública e retorno ao sistema prisional
A liberdade do acusado foi interrompida após a Polícia Civil colher relatos de que ele estava utilizando o período fora da cadeia para coagir pessoas ligadas à apuração jurídica do homicídio.
“O Judiciário entendeu que o investigado representa risco à ordem pública, uma vez que, após a primeira prisão, passou a ameaçar testemunhas do caso”, informou o delegado Marcos Antônio. Com o restabelecimento da prisão preventiva decretado pelo TJAM, as equipes de Barcelos iniciaram o monitoramento do suspeito até localizá-lo no bairro Aparecida.
O preso foi conduzido à sede da delegacia interativa para a lavratura dos procedimentos cartorários e passará por exames de corpo de delito. Ele permanecerá custodiado na carceragem local, à disposição do Poder Judiciário, onde aguardará o julgamento por homicídio qualificado e fraude processual devido à modificação da cena do crime.
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