Manaus (AM) – Um caso de ameaça de decapitação no Amazonas chamou atenção após a Polícia Civil prender um homem suspeito de perseguir e ameaçar a ex-companheira, mesmo com medida protetiva em vigor. O episódio levanta alerta sobre falhas na proteção de vítimas de violência doméstica.
A Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM) Centro-Sul coordenou a operação, com apoio de unidades de inteligência e forças especializadas. Os agentes localizaram o suspeito no município de Iranduba, onde ele tentava fugir.
Segundo a polícia, o homem — policial aposentado — já vinha praticando violência doméstica contra a vítima. Mesmo após a concessão de medida protetiva, ele voltou a agir.
Ameaça de decapitação no Amazonas ocorreu mesmo com medida protetiva
De acordo com a delegada Patrícia Leão, o suspeito chegou a retirar a vítima à força de casa, puxando-a pelos cabelos e mantendo uma arma apontada para sua cabeça durante o trajeto entre o bairro Aleixo e o Centro de Manaus.
A vítima conseguiu enviar sua localização em tempo real para familiares, o que ajudou a interromper a ação. O caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo em que o agressor faz ameaças extremas.
A polícia confirmou que o homem descumpriu a medida protetiva, o que configura crime e reforça o risco de reincidência em casos de violência doméstica.
No momento da prisão, ao ser abordado pela imprensa, o suspeito declarou que a “verdade tem dois lados” e que dará sua versão sobre o assunto no momento apropriado.
Por que a medida protetiva pode falhar?
Especialistas em segurança pública alertam que a medida protetiva é uma ferramenta importante, mas não garante proteção física imediata.
Na prática, a eficácia depende de fatores como:
- fiscalização do cumprimento da ordem judicial
- rapidez na resposta policial
- acesso da vítima a canais de emergência
- comportamento do agressor
Casos como esse mostram que, mesmo com decisão judicial, muitas vítimas continuam expostas a situações de alto risco.
Violência doméstica no Amazonas preocupa autoridades
Dados de segurança pública apontam que a violência contra a mulher continua sendo um dos principais desafios no Amazonas. A reincidência de agressores e o descumprimento de medidas protetivas agravam o cenário.
Autoridades reforçam que denúncias devem ser feitas o mais cedo possível para evitar escalada da violência.
O que fazer em caso de ameaça
Mulheres em situação de risco podem buscar ajuda imediata por meio de:
- 📞 Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher)
- 🚓 Delegacias Especializadas em Crimes contra a Mulher
- 📍 Polícia Militar (190) em situações emergenciais
- 📱 Compartilhamento de localização com familiares
O que acontece agora
O suspeito responderá por:
- descumprimento de medida protetiva
- ameaça
- perseguição
Ele permanece à disposição da Justiça.
SAIBA MAIS
- A medida protetiva está prevista na Lei Maria da Penha e pode incluir afastamento do agressor, proibição de contato e outras restrições.
- O descumprimento dessa medida é crime e pode levar à prisão preventiva.
- Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, casos de violência doméstica frequentemente apresentam reincidência quando não há monitoramento efetivo do agressor.
Leia mais:
VÍDEO: Policial que ameaçou decapitar ex-mulher é preso em Iranduba
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