MANAUS (AM) – Uma operação da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) realizada nesta quarta-feira (22) teve como alvo duas clínicas da rede EstetiClin, em Manaus, suspeitas de realizar procedimentos de cirurgia íntima de forma irregular. Durante a ação, os policiais detiveram uma funcionária e intimaram a proprietária da rede, uma cirurgiã-dentista, a prestar esclarecimentos.
As diligências ocorreram em unidades localizadas no bairro Adrianópolis, na zona Centro-Sul, e na zona Leste da capital.
Segundo o delegado Jorge Arcanjo, titular do 4º Distrito Integrado de Polícia (DIP), as investigações começaram há cerca de quatro meses após uma paciente denunciar complicações de saúde decorrentes de um procedimento realizado em uma das clínicas.
De acordo com a Polícia Civil, a paciente apresentou infecções, dificuldades na cicatrização e outras complicações. A partir da denúncia, foi instaurado um inquérito para apurar a realização de ninfoplastias nas unidades.
As investigações apontam que a proprietária da clínica, que atua como cirurgiã-dentista e enfermeira, coordenava os procedimentos com a participação de uma biomédica.
Procedimentos são investigados
Ainda conforme a polícia, as cirurgias eram divulgadas como procedimentos estéticos realizados a laser e sem cortes. No entanto, a investigação indica que o equipamento utilizado era um laser de CO₂, capaz de provocar incisões nos tecidos, caracterizando procedimento cirúrgico.
A Polícia Civil também informou que a equipe realizava as intervenções sem apoio de uma equipe médica e em um ambiente que a investigação considera inadequado para esse tipo de procedimento.
Durante a operação, apreenderam equipamentos estéticos, aparelhos eletrônicos, documentos e medicamentos que passarão por perícia.
Duas investigadas levadas ao 4º DIP para prestar depoimento. A Polícia Civil informou que irá avaliar a manutenção da prisão em flagrante e continuará as investigações para identificar possíveis outras vítimas.
O que diz a EstetiClin
Em nota, a EstetiClin Muniz informou que suspendeu temporariamente as atividades em razão de um procedimento de fiscalização e afirmou que está colaborando com as autoridades.
A empresa disse ainda que está sem acesso aos telefones e canais de atendimento, mas garantiu que não prejudicará nenhum paciente e preservará os procedimentos contratados, os pacotes e os valores pagos. Segundo a clínica, a equipe orientará os pacientes sobre as remarcações assim que restabelecer os canais de comunicação.
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