A detenta Lucila Meireles Costa, de 42 anos, que foi presa durante uma grande operação da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) por atuar como falsa advogada para a facção criminosa Comando Vermelho (CV), morreu na última sexta-feira (22) em Teresina, no Piauí. A mulher passou mal na Penitenciária Feminina e faleceu após passar três dias internada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) devido a complicações de diabetes e problemas respiratórios.
Lucila havia sido capturada em fevereiro deste ano durante a Operação Erga Omnes, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas para desarticular um esquema milionário da facção. Segundo as investigações da polícia amazonense, ela utilizava o registro (token) de uma advogada inscrita na OAB-AM para corromper servidores, vazar informações sigilosas e blindar lideranças do Comando Vermelho envolvidas com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção.
O braço político do Comando Vermelho no AM
De acordo com os relatórios da PC-AM que embasaram a operação, o esquema em que a falsa advogada atuava ia além do tráfico e possuía um “núcleo político” forte. A organização criminosa conseguia infiltrar tentáculos e obter trânsito livre dentro de órgãos públicos.
No dia em que foi presa pelas equipes policiais, foram apreendidos com Lucila diversos aparelhos eletrônicos e cadernos de anotações com o mapeamento das atividades ilícitas. A Secretaria de Estado da Justiça do Piauí (Sejus-PI) informou que o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foi acionado para acompanhar os procedimentos formais da morte na unidade prisional.
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