Manaus (AM) – Um fuzil de precisão de calibre .50, de uso militar e projetado para atingir veículos blindados e outros alvos estratégicos, foi apreendido pela Polícia Federal (PF) durante a Operação La Máquina, deflagrada nesta quinta-feira (13). A arma foi localizada em Manaus e é um dos principais itens apreendidos na ação contra uma organização criminosa investigada por tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro.
O armamento é da série Barrett M82/M107, no calibre .50 BMG, conhecido pelo alto poder de penetração. Segundo as investigações, a arma fazia parte da estrutura utilizada pelo grupo criminoso ligado ao Comando Vermelho (CV).
A operação foi realizada pela PF em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Amazonas (Gaeco/MPAM).
Operação mira grupo que movimentou R$ 35 milhões
Ao todo, foram cumpridos 43 mandados judiciais em oito estados: Amazonas, Tocantins, Roraima, Pará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará e Santa Catarina.
As ordens incluem 13 prisões preventivas e 26 mandados de busca e apreensão. Até o momento, dez pessoas foram presas.


Segundo a investigação, a organização movimentou mais de R$ 35 milhões por meio de pessoas físicas e empresas vinculadas ao grupo. Os valores seriam incompatíveis com as atividades econômicas declaradas pelos envolvidos.
A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 7,7 milhões, o sequestro de 31 veículos e de dois centros comerciais em Manaus, além da destruição de duas pistas clandestinas localizadas em Tefé e Presidente Figueiredo.
Grupo usava aviões para transportar drogas
A investigação identificou uma estrutura logística utilizada para transportar drogas a partir da Amazônia para outras regiões do país.
Segundo a PF, o esquema envolvia pistas clandestinas, aviões de pequeno porte e aeronaves com identificação adulterada. A organização também contava com financiadores, pilotos e equipes responsáveis pela manutenção das aeronaves.
Durante as apurações, os investigadores identificaram episódios relacionados à interceptação de uma aeronave em Tefé e à queda de outro avião ligado ao grupo nas proximidades da fronteira com a Venezuela.
Dinheiro do tráfico era ocultado
Para tentar esconder os recursos obtidos com o tráfico, o grupo teria utilizado empresas de fachada, transferências fracionadas e pessoas usadas como “laranjas”.
Parte do dinheiro teria sido convertida em bens de alto valor, entre eles veículos, embarcações e dois centros comerciais localizados nos bairros Novo Aleixo e Tancredo Neves, em Manaus.
Um dos investigados é Wellisson dos Santos Albarado, apontado pela investigação como responsável pelo núcleo logístico da organização no Amazonas. Conforme a PF, ele coordenava as atividades à distância, a partir do Rio de Janeiro.
Investigação continua
A operação apura, em tese, crimes de tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, financiamento ao tráfico, organização criminosa e lavagem de capitais.
As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes e esclarecer a extensão da atuação do grupo. A defesa de Wellisson informou que deve se manifestar somente após ter acesso ao conteúdo do inquérito.
LEIA MAIS:
Planeja Manaus abre inscrições para debates sobre orçamento municipal
PF mira esquema de diplomas falsos para cursos de Medicina
VÍDEO: Colisão entre carro e carreta deixa três feridos na AM-010
Quer receber notícias no seu WhatsApp ?-CLIQUE AQUI
Fale com a Redação: E-mail: [email protected] e WhatsApp: (92) 99148-8431