Manacapuru (AM) – Um homem de 47 anos foi preso por simular a própria morte para tentar receber um seguro de vida de meio milhão de reais, em Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus). A prisão ocorreu na quarta-feira (15), após investigação da Delegacia Interativa de Polícia (DIP) em conjunto com o Ministério Público.
O suspeito e sua esposa, de 41 anos, contrataram o seguro e, apenas um mês depois, apresentaram uma certidão de óbito falsa alegando que o homem teria morrido por problemas pulmonares em novembro de 2025. Segundo o delegado John Castilho, a seguradora desconfiou das inconsistências e acionou as autoridades.
Além da fraude do seguro, o casal utilizava seis CPFs diferentes e possuía um arsenal de falsificação, incluindo carimbos médicos e atestados adulterados. Eles também tentaram fraudar o INSS para obter aposentadoria por invalidez usando laudos ortopédicos falsos com assinaturas de médicos locais que nunca autorizaram o uso de seus nomes.
“Eles contrataram um seguro de vida e, cerca de um mês depois, solicitaram o pagamento no valor de meio milhão de reais. À instituição, foi apresentada uma certidão de óbito registrada em novembro de 2025, na qual a suposta causa da morte dele seria problemas pulmonares”, relatou o delegado.
Entenda o caso
A audácia do casal revela uma rede de falsificação documental que visava lesar tanto instituições privadas quanto o sistema previdenciário público. O impacto direto para a sociedade é o prejuízo aos fundos de seguridade e o uso indevido de nomes de profissionais de saúde da região.
- Esconderijo em Manaus: O homem foi localizado escondido em uma casa no bairro Lago Azul, zona Norte da capital.
- Medidas Judiciais: Enquanto o homem teve a prisão preventiva decretada, a esposa responderá em liberdade sob medidas cautelares, já que a Justiça entendeu que não houve uso de violência no crime.
- Acusações: O detido responderá por estelionato, falsidade ideológica, uso de documento falso e falsidade material de atestado.


⚫ SAIBA MAIS
A tentativa de estelionato contra seguradoras é um crime que sobrecarrega o sistema judiciário e eleva os custos de apólices para o consumidor final.
No Amazonas, a PC-AM tem intensificado o cruzamento de dados com o INSS e cartórios para identificar certidões de óbito e nascimentos fraudulentas, especialmente no interior do estado.
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