Manaus (AM) — As Polícias Civil do Amazonas (PC-AM) e do Pará (PCPA) cumpriram mais de 13 mandados judiciais nesta terça-feira (20) durante a deflagração da Operação Iara. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 4,8 milhões das contas dos investigados. As equipes realizaram as incursões em Manaus e também nos municípios de Santo Antônio do Içá e Urucará, localizados no interior do estado.
Logística sofisticada e lanchas blindadas
De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil do Pará, o grupo criminoso transportava grandes carregamentos de entorpecentes para diversas unidades da federação. Nesse sentido, os criminosos não atuavam com tráfico de pequeno porte, visto que utilizavam embarcações de grande porte e lanchas rápidas blindadas. Então, para garantir a velocidade e a segurança do transporte, eles instalavam múltiplos motores de alta potência, criando uma logística fluvial extremamente sofisticada.
Como o grupo operava em rios estratégicos, a estrutura permitia que a droga saísse do Amazonas com destino ao Pará de forma coordenada. Contudo, o monitoramento das inteligências policiais identificou os alvos e as rotas, o que permitiu o golpe financeiro milionário contra a organização criminosa.
Cooperação entre forças de segurança
Para garantir o sucesso da operação no Amazonas, diversos departamentos da Polícia Judiciária somaram forças. Dessa forma, participaram da ação o Departamento de Inteligência (DIPJ), as divisões Metropolitana (DPM) e do Interior (DPI), além da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core-AM). Igualmente, o Departamento Integrado de Operações Aéreas (Dioa) e a Receita Federal prestaram apoio essencial durante os bloqueios e buscas.
Resultados e próximos passos
Atualmente, a polícia analisa os documentos e materiais apreendidos nos três municípios amazonenses. Visto que os bloqueios financeiros atingiram valores expressivos, os investigadores acreditam que a desarticulação da logística fluvial enfraquecerá o tráfico entre os dois estados. Portanto, novas fases da Operação Iara podem ocorrer nos próximos meses porque a PC-PA e a PC-AM buscam agora identificar os financiadores das lanchas blindadas.
VEJA VÍDEO DA AÇÃO DA POLÍCIA
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