Sargento da PM e venezuelano são presos por lavar dinheiro para facção no Amazonas

Operação Torre 7: Casa de câmbio em Manaus era usada para lavar dinheiro do tráfico via ativos digitais.

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Manaus(AM) – Uma força-tarefa da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amazonas (FICCO/AM) deflagrou, nesta quarta-feira (22), a Operação Torre 7. A ação resultou na prisão de um sargento da Polícia Militar do Amazonas e de um homem venezuelano em São Paulo. Ambos são apontados como operadores financeiros de uma organização criminosa que atua no estado.

Casa de câmbio clandestina e criptomoedas

As investigações revelaram que o sargento e o venezuelano eram sócios em uma casa de câmbio em Manaus que operava sem autorização do Banco Central. A empresa era utilizada como fachada para lavar dinheiro de lideranças da facção Comando Vermelho.

O esquema utilizava criptomoedas para movimentar recursos ilícitos e realizar pagamentos referentes ao transporte de drogas. Estima-se que a dupla tenha movimentado cerca de US$ 72 milhões em ativos digitais ligados ao grupo criminoso.

Números da Operação

A Operação Torre 7 é um desdobramento de fases anteriores que já haviam capturado lideranças do tráfico. Nesta etapa, os principais dados são:

  • Apreensões: Cerca de US$ 5 milhões em ativos digitais foram bloqueados.
  • Movimentação suspeita: A empresa investigada teria recebido R$ 3 milhões diretamente de pessoas associadas à facção.
  • Mandados: A Justiça determinou três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão, além do sequestro de bens, todos cumpridos na capital paulista.

Foragido e estrutura da FICCO

Um terceiro investigado, conhecido como “Loirinho” e apontado como um dos chefes da organização, é considerado foragido. Ele utilizaria as contas da casa de câmbio para receber pagamentos do tráfico de drogas.

A FICCO/AM, responsável pela operação, integra as polícias Federal, Civil, Militar, Rodoviária Federal e órgãos de inteligência estaduais e municipais, focando na desarticulação do braço financeiro do crime organizado.

SAIBA MAIS

A utilização de criptomoedas por organizações criminosas tem crescido devido à percepção de anonimato que esses ativos oferecem. No entanto, órgãos como a FICCO utilizam ferramentas avançadas de rastreio em blockchain para identificar o fluxo de capital ilícito.

No Brasil, operar instituições financeiras ou casas de câmbio sem autorização do Banco Central é crime federal previsto na Lei nº 7.492/86.

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