Amazonas – Um homem de 18 anos foi preso acusado de estupro de vulnerável, tentativa de feminicídio e ameaça contra a enteada de 9 anos. A vítima foi enforcada com tanta violência que sangrou pelos olhos, além de sofrer abuso sexual. O criminoso foi preso, nesta quinta-feira (3), em uma embarcação no município de Beruri, no interior do Amazonas.
O crime ocorreu quando a mãe da criança saiu para trabalhar, e o acusado pulou o portão trancado, invadiu a casa e atacou a menina, que dormia ao lado do irmão de 3 anos – testemunha da brutalidade. Ele ainda ameaçou matá-la e a família se denunciasse. A avó da vítima chegou durante o crime, lutou com o agressor e o viu fugir.
Detalhes do crime
“Ela foi acordada bruscamente pelo padrasto, que estava sufocando-a de maneira violenta, mordendo sua orelha e esmurrando seus olhos, o que causou a hemorragia conjuntiva. A criança teve suas roupas rasgadas e foi abusada sexualmente. Durante os atos, ele a ameaçava de morte, dizendo que, caso ela revelasse os crimes, ele mataria ela, o irmão e a mãe dela”, detalhou a delegada a Beatriz Andrade, adjunta da Depca.
Ainda segundo a autoridade policial, o autor também dizia à vítima que em seguida faria o mesmo com seu irmão mais novo, o que estava fazendo com ela, o menino presenciou toda a cena. As agressões só cessaram quando a avó da vítima chegou a residência, e inicialmente encontrou a porta fechada, ao chamar a neta, o indivíduo foi até a entrada, entreabriu a porta, momento em que a mulher visualizou que a sua neta estava na cama sem suas vestes, e o homem logo tentou se esconder.
“De imediato a avó percebeu o que estava acontecendo e forçou a entrada na casa. Ao conseguir entrar, o autor avançou até ela e passou a agredi-la fisicamente e tentar rasgar sua roupa. Neste momento, eles travaram luta corporal, e em determinada ocasião o autor conseguiu fugir”, informou a delegada.
Com mandado de prisão preventiva, a polícia o localizou em uma embarcação no rio Purus e o prendeu. Ele alegou não lembrar dos fatos por estar sob efeito de drogas. O caso, com provas médicas e depoimentos, seguirá para a Justiça.
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