Delegacia de Homicídios conclui investigação sobre assassinato de psicólogo ocorrido no Centro da capital em 2025
Manaus (AM) – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu o último envolvido no assassinato do professor universitário e psicólogo Manoel Guedes Brandão Neto, crime que gerou forte comoção em Manaus. A prisão de Adílio Gonçalves do Nascimento, conhecido como “Loirinho”, ocorreu na sexta-feira (17) e encerra o ciclo de detenções dos três suspeitos identificados pela investigação.
Manoel estava desaparecido desde a madrugada de 20 de julho de 2025, após sair de uma festa junina no Centro da cidade. Imagens de câmeras de segurança registradas por volta das 6h15 mostram o psicólogo caminhando em frente a uma lanchonete e atravessando a rua, momentos antes de desaparecer.
O corpo terminou encontrado no dia seguinte, em uma área de mata nos fundos do antigo prédio da Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, na avenida Lourenço da Silva Braga. A Polícia Militar do Amazonas (PMAM) isolou o local, e uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou a morte.

Delegado Ricardo Cunha -DEHS
Crime planejado
As investigações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) apontaram que o professor foi atraído para uma emboscada na madrugada de 21 de julho.
O grupo utilizava a fachada de catadores de recicláveis para observar e selecionar vítimas na região central.
Segundo o delegado Ricardo Cunha, em organizada e premeditada, Adílio tentou inicialmente se passar por testemunha, mas terminou identificado após análise de provas técnicas e depoimentos dos comparsas.
Como aconteceu o assassinato
De acordo com a polícia, o ataque começou com um estrangulamento executado por José Carlos de Souza Neto, o “Sucata”. Em seguida, Adenilson Medeiros Rocha, o “Bisteca”, e Adílio continuaram a agressão até deixar a vítima inconsciente.
Após o crime, os suspeitos roubaram os pertences do professor e abandonaram o corpo nas proximidades da antiga cadeia, no Centro de Manaus.
Hipóteses investigadas
Na época do desaparecimento, a família informou que Manoel carregava apenas o celular e não tinha dinheiro, o que levantou a hipótese de latrocínio. Também há possibilidade de crime motivado por homofobia, já que a vítima era homossexual, segundo a Polícia.
A Polícia Civil não confirmou publicamente a motivação final do crime até o momento.
Linha do tempo das prisões
A resposta das forças de segurança ocorreu em etapas:
- Adenilson Medeiros Rocha (Bisteca): preso em 22 de julho de 2025
- José Carlos de Souza Neto (Sucata): preso em 20 de setembro de 2025
- Adílio Gonçalves do Nascimento (Loirinho): preso em 17 de abril de 2026
Impacto e segurança pública
O assassinato ganhou repercussão pela atuação do professor no apoio a pessoas em situação de rua. O caso acendeu alerta sobre a atuação de criminosos que utilizam atividades informais como disfarce no Centro de Manaus.
Segundo a PC-AM, a prisão dos envolvidos é fundamental para conter crimes violentos na região. Os suspeitos vão responder por homicídio qualificado e roubo.
📌 SAIBA MAIS
A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) mantém operações permanentes no Centro de Manaus, área com alta circulação e registros de crimes patrimoniais. Casos de homicídio e latrocínio são investigados pela DEHS, e os processos criminais podem ser acompanhados pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).
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