Manaus (AM) – A Polícia Federal (PF) abriu nove procedimentos para investigar possíveis incêndios criminosos no Amazonas durante o atual período de queimadas. As apurações abrangem sete municípios e buscam identificar as causas dos focos de fogo e possíveis responsáveis pelos crimes ambientais.
As investigações envolvem ocorrências em Autazes, Careiro Castanho, Careiro da Várzea, Manaquiri, Manaus, Iranduba e Canutama. Entre as medidas adotadas estão o monitoramento semanal de alertas de incêndio por imagens de satélite e a solicitação de informações a órgãos públicos das esferas federal, estadual e municipal.
PF prevê sobrevoos em áreas investigadas
A corporação também prevê sobrevoos em áreas de interesse investigativo para auxiliar na identificação de possíveis pontos de origem do fogo. O trabalho busca reunir elementos que ajudem a esclarecer as circunstâncias das ocorrências e apontar eventuais responsáveis.
A Polícia Federal atua em cooperação com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com troca de informações e apoio técnico para acompanhar incêndios florestais e apurar possíveis crimes ambientais.
Inquéritos ambientais somam 516 entre 2023 e 2026
Entre 2023 e 2026, a unidade responsável pelas investigações relatou 516 inquéritos policiais relacionados a crimes ambientais. Desse total, 11 tratam especificamente de incêndios.
No mesmo período, 228 pessoas foram identificadas como possíveis autoras dos fatos investigados, e 113 foram indiciadas. Atualmente, 186 inquéritos policiais ambientais permanecem em andamento.
A PF mantém o monitoramento das ocorrências e a coleta de informações para apoiar as investigações, a fiscalização e as ações de prevenção a incêndios florestais no Amazonas.
Saiba mais
O Amazonas enfrenta períodos críticos de queimadas, que provocam fumaça, pioram a qualidade do ar e aumentam os riscos à saúde da população. Em Manaus e em outros municípios, a concentração de fumaça pode causar irritação nos olhos e na garganta, tosse e dificuldades respiratórias, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.
A fumaça é resultado da queima de vegetação e pode ser transportada pelo vento por longas distâncias, atingindo áreas urbanas mesmo quando os focos de incêndio estão em outros municípios. Além dos impactos à saúde, as queimadas ameaçam a biodiversidade, destroem habitats e contribuem para a emissão de gases de efeito estufa.
A investigação de possíveis incêndios criminosos é uma das medidas para identificar responsáveis e combater a prática ilegal. A Polícia Federal atua em conjunto com órgãos ambientais, como o Ibama, para monitorar focos de calor, reunir provas e apurar possíveis crimes ambientais.
Em períodos de fumaça intensa, a recomendação é reduzir atividades físicas ao ar livre, manter-se hidratado e acompanhar os alertas das autoridades de saúde e meio ambiente.
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