Manaus (AM) – A influenciadora digital Rosa Iberê Tavares Dantas foi condenada a três anos de detenção pelo homicídio culposo do personal trainer Talis Roque da Silva, de 31 anos. A sentença, proferida nesta segunda-feira (4) pelo juiz Áldrin Henrique de Castro Rodrigues, da 10ª Vara Criminal de Manaus, também determina a suspensão da habilitação da ré por um ano e seis meses.
O crime ocorreu em agosto de 2023, no bairro Vieiralves, zona Centro-Sul de Manaus, quando a influenciadora realizou uma manobra imprudente que atropelou a motocicleta da vítima.
Regime semiaberto e fuga do país
O cumprimento da pena privativa de liberdade teve regime inicial fixado como semiaberto. O magistrado manteve ainda a prisão preventiva, considerando que a acusada deixou o país e descumpriu medidas cautelares impostas durante o processo.
Devido à fuga e ao desrespeito à Justiça, o juiz manteve a prisão preventiva da influencer e aplicou uma multa processual recorde de R$ 300 mil, acrescida de juros.
Sem direito a penas alternativas
Diferente de outros casos de trânsito, o juiz negou à Rosa Iberê o direito de substituir a prisão por penas restritivas de direitos (como prestação de serviços ou cestas básicas).
“O presente feito revela a insuficiência prática da resposta penal atualmente prevista para delitos de trânsito com resultado fatal”, destacou o magistrado na sentença, chamando a atenção para a necessidade de leis mais rigorosas em casos de mortes no trânsito.
MP pediu absolvição, mas juiz negou
Um ponto relevante do processo foi a manifestação do Ministério Público do Amazonas (MPAM), que, em suas alegações finais, chegou a pedir a absolvição da influenciadora. O juiz Áldrin Henrique, no entanto, rejeitou o pedido do MP, afirmando que o julgador não está vinculado ao posicionamento do órgão e decidiu com base nas provas que comprovam a imprudência da ré.
O acidente
No dia 31 de agosto de 2023, Rosa Iberê tentou atravessar a via em uma manobra brusca, atingindo Talis Roque. O personal trainer não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O impacto da perda causou comoção na capital amazonense, especialmente entre a comunidade de profissionais de educação física.
A decisão ainda cabe recurso, mas a manutenção da preventiva sinaliza que a ré deve permanecer sob custódia se retornar ao Brasil ou for capturada.minal.
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