MANAUS (AM) – A disputa pela eleição indireta ao governo do Amazonas ganhou um novo capítulo político. Duas chapas inscritas no processo viraram alvo de pedidos de impugnação protocolados na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
Os questionamentos atingem as chapas formadas por Daniel Fabiano Soares de Araújo e Dayane de Jesus Dias de Araújo, ligados ao PT, além de Sérgio Augusto Coelho e Audricléa Viana Frota, associados ao Novo.
Agora, a Assembleia Legislativa precisará decidir se mantém ou retira as candidaturas da disputa marcada para 4 de maio. Na votação, os 24 deputados estaduais escolherão o novo governador e vice-governador do Amazonas.
Partidos contestam registros
Os pedidos protocolados questionam a autorização partidária das candidaturas.
No caso do Novo, a direção estadual afirma que a legenda não autorizou oficialmente a inscrição da chapa na eleição indireta.
Já o questionamento envolvendo o PT aponta ausência de deliberação formal do partido para participação no processo eleitoral.
Diante disso, a Procuradoria da Assembleia Legislativa analisará os pedidos antes da decisão final da Mesa Diretora.
Entenda por que deputados escolherão o governador
A eleição indireta acontece porque os cargos de governador e vice-governador ficaram vagos nos dois últimos anos de mandato, situação prevista na Constituição do Amazonas.
Nesse modelo, a população não participa diretamente da votação. Em vez disso, os deputados estaduais definem quem assumirá o comando do estado até o fim do mandato.
Disputa amplia tensão política no Amazonas
Além da disputa pelo comando do governo estadual, o processo expôs divergências internas dentro de partidos políticos envolvidos na sucessão.
Ao mesmo tempo, lideranças políticas articulam alianças e tentam fortalecer candidaturas nos bastidores da Assembleia Legislativa.
O que pode acontecer agora
Se a Assembleia aceitar os pedidos de impugnação, as chapas poderão sair da disputa antes da votação.
Por outro lado, caso a Mesa Diretora rejeite os questionamentos, os candidatos continuarão aptos para participar da eleição indireta.
ENTENDA
A Constituição do Amazonas determina eleição indireta quando os cargos de governador e vice ficam vagos nos dois últimos anos do mandato.
Nessa situação, os deputados estaduais assumem a responsabilidade de escolher o novo chefe do Executivo estadual.
SAIBA MAIS
Nos últimos anos, debates sobre eleições indiretas cresceram em diferentes estados brasileiros após crises políticas e mudanças no comando dos governos estaduais. O modelo busca garantir continuidade administrativa em períodos finais de mandato.
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