Manaus (AM) – O governador eleito do Amazonas, Omar Aziz (PSD), definiu nesta quarta-feira (4) os três representantes que indicarão as prioridades e acompanharão os trabalhos de transição entre a atual administração estadual e a gestão que começa em janeiro de 2027. A equipe será formada pela vice-governadora eleita, Alessandra Campêlo (PSD), pelo ex-superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa) Thomaz Nogueira e pelo advogado Lucas Brandão.
A comissão terá sete integrantes: três indicados por Omar Aziz e três representantes do governo do governador Roberto Cidade (União Brasil). A criação do grupo foi autorizada pelo Decreto nº 56.003, assinado por Cidade na terça-feira (3), com publicação prevista no Diário Oficial do Estado.
Alessandra Campêlo foi designada coordenadora-geral da equipe indicada pelo governador eleito. Caberá a ela organizar as atividades, convocar e presidir reuniões, estabelecer o cronograma de trabalho e solicitar informações aos órgãos estaduais.
Além da vice-governadora eleita, Thomaz Nogueira e Lucas Brandão vão atuar, respectivamente, nas áreas econômica e administrativa e no acompanhamento jurídico dos procedimentos de transferência de gestão.
Equipe reúne representantes dos dois governos
Pelo lado da administração que está deixando o cargo, foram indicados o vice-governador Serafim Corrêa (PSB) e os secretários Dario José Braga Paim, da Fazenda; Jeibson dos Santos Justiniano, da Controladoria-Geral do Estado; e Robson Togni de Almeida, da Administração e Gestão.
O grupo terá acesso a informações sobre a situação financeira do Amazonas, despesas, receitas, contratos, convênios, obras, programas em andamento e estrutura dos órgãos estaduais. Também poderá solicitar documentos e esclarecimentos às secretarias e demais unidades da administração pública.
A participação de Thomaz Nogueira na equipe está relacionada à experiência na gestão pública e em assuntos econômicos. Ele já foi secretário adjunto da Fazenda e superintendente da Suframa. Lucas Brandão, por sua vez, atuou na coordenação jurídica da campanha de Omar Aziz.
O que faz uma equipe de transição?
A equipe de transição é responsável por organizar a passagem de uma administração para outra. O objetivo é permitir que o governo eleito conheça a situação real do Estado antes de assumir o comando, evitando que a nova gestão comece sem informações sobre as contas públicas, os serviços e os compromissos já existentes.
Na prática, os integrantes fazem um levantamento de informações como:
- Contas públicas: receitas, despesas, dívidas, disponibilidade financeira e compromissos orçamentários.
- Contratos e convênios: acordos em vigor, pagamentos pendentes, obras e serviços contratados.
- Funcionamento das secretarias: estrutura dos órgãos, quadro de servidores, programas e serviços oferecidos à população.
- Projetos em andamento: obras, políticas públicas e ações que precisam ter continuidade.
- Pendências administrativas: processos, obrigações legais e compromissos que precisarão ser acompanhados pela próxima gestão.
A transição também permite identificar problemas que exigem atenção logo no início do novo mandato. O trabalho não significa que os integrantes já estejam escolhidos para ocupar cargos no futuro secretariado. A função principal é levantar dados e preparar a transferência administrativa.
No Amazonas, a Resolução nº 11/2016 do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) estabelece regras para esse procedimento. A norma determina que os documentos e informações previstos sejam entregues à comissão em até 15 dias após sua constituição. Também prevê a elaboração de um relatório conclusivo sobre a situação financeira, orçamentária, operacional, patrimonial e fiscal do governo que está encerrando o mandato. doe.tce.am.gov.br+1
Saúde está entre as prioridades anunciadas
A transição deverá ajudar Omar Aziz a definir as primeiras medidas da administração que começa em janeiro de 2027. Após a vitória nas eleições de 2026, o governador eleito afirmou que pretende concentrar esforços na saúde pública nos primeiros 100 dias de governo, especialmente para enfrentar as filas de consultas, exames e procedimentos.
O diagnóstico produzido pela equipe deverá fornecer informações para que a futura gestão conheça as condições da rede estadual e planeje as ações que pretende executar.
Os trabalhos serão encerrados com a posse do novo governador. A participação dos integrantes da comissão não será remunerada.
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