Deputada do Amazonas cita caso de homicídio seguido de suicídio em Goiás para cobrar políticas de proteção e combate à violência
Manaus (AM) – A deputada Alessandra Campelo alertou para a necessidade de políticas públicas mais robustas de prevenção à violência familiar e de gênero, após a tragédia que chocou o país em Itumbiara (GO), em que um homem matou os dois filhos e depois tirou a própria vida.
Caso em Itumbiara
O caso ocorreu na madrugada de quinta-feira (12) em uma residência da cidade goiana. O secretário de Governo local, identificado como Thales Naves Alves Machado, atirou contra os dois filhos — de 12 e 8 anos — e, em seguida, cometeu suicídio, segundo confirmação da Polícia Civil de Goiás.
O filho mais velho morreu no local, e o mais novo terminou levado ao hospital em estado gravíssimo antes de também morrer. O episódio levou a prefeitura de Itumbiara a decretar três dias de luto oficial pela perda da família.
Tragédia em Goiás repercute no Amazonas
Campelo ressaltou que eventos dessa natureza expõem a urgência de ações que reforcem proteção a mulheres e crianças diante de padrões de violência familiar extrema e de violência vicária — quando alguém usa filhos ou pessoas próximas para atingir emocionalmente outra pessoa.
Segundo a parlamentar, casos como o de Itumbiara não são isolados e exigem medidas coordenadas entre governo, segurança pública e rede de atendimento social.
“Não podemos tratar tragédias como essa apenas como notícia. Precisamos de políticas de prevenção, atendimento e proteção efetivos”, afirmou.
Repercussão e alerta
Campelo apontou que episódios recentes de violência doméstica e familiar ganharam maior visibilidade nacional e que isso deve impulsionar uma revisão de programas de proteção social e medidas que garantam a segurança de grupos vulneráveis.
A parlamentar citou, por exemplo, a importância de fortalecer redes de denúncia, ampliar serviços de acolhimento e investir em educação preventiva em escolas e comunidades.
“A prevenção começa com políticas públicas claras, com serviços de saúde mental fortalecidos e com uma resposta da sociedade que não ignore sinais de risco”, disse ela.
Impacto no Amazonas
No Amazonas, dados de segurança pública também registram casos de violência familiar que exigem atenção das autoridades. Especialistas ouvidos afirmam que os fatores que levam a episódios extremos — como problemas de saúde mental, acesso a armas e falta de apoio social — são desafios que transcendem estados e demandam integração entre políticas estaduais, federais e municipais.
Organizações de direitos humanos e conselhos tutelares reforçam que campanhas de conscientização, educação e apoio psicológico são fundamentais para reduzir situações que evoluem para tragédia.
Caminhos de prevenção
Gestores públicos e entidades civis destacam como prioridades:
- Ampliação de serviços de acolhimento a vítimas de violência familiar
- Fortalecimento de centros de referência em assistência social
- Treinamento de profissionais para identificação precoce de risco
- Acesso facilitado à rede de proteção e denúncia
A deputada Campelo também defendeu maior integração entre sistemas de saúde, educação e segurança para que sinais de violência sejam identificados antes de evoluir para casos extremos.
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