A chegada do Ozivy, medicamento à base de semaglutida produzido pela farmacêutica EMS, marca a entrada da primeira versão nacional do princípio ativo que se tornou conhecido mundialmente por seu uso no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o medicamento, que começou a ser distribuído em farmácias brasileiras neste mês. A expectativa do setor é que a produção nacional amplie o acesso ao tratamento ao oferecer uma alternativa com custo inferior ao de medicamentos importados da mesma classe.
O Ozivy utiliza o mesmo princípio ativo presente em medicamentos amplamente conhecidos pelos brasileiros, mas desenvolvido com tecnologia sintética nacional.
Preço menor pode ampliar acesso ao tratamento
Um dos principais fatores que cercam o lançamento é o valor do medicamento.
Segundo informações divulgadas pelo setor farmacêutico, o Ozivy chegou ao mercado com preço aproximado de R$ 498 por unidade dentro do Programa de Benefício ao Paciente (PBM). Conforme o protocolo inicial indicado pelo fabricante, o custo mensal do tratamento pode ficar em torno de R$ 287 nos primeiros meses.
A redução de preço ocorre em um momento de forte crescimento da procura por medicamentos da classe GLP-1, grupo que inclui tratamentos utilizados para controle da obesidade e do diabetes tipo 2.
Mercado de canetas emagrecedoras cresce no Brasil
Originalmente desenvolvidos para pacientes com diabetes, os medicamentos à base de semaglutida passaram a ganhar destaque pelos resultados no controle do peso corporal.
Nos últimos anos, a demanda aumentou significativamente no Brasil, impulsionada pelo crescimento dos índices de obesidade e pela busca por tratamentos médicos para redução de peso.
Especialistas alertam, porém, que o uso desses medicamentos exige acompanhamento profissional e não deve ser iniciado sem avaliação médica.
Além da perda de peso, a semaglutida pode contribuir para o controle de doenças associadas à obesidade, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial e problemas cardiovasculares.
Produção nacional pode reduzir mercado irregular
A chegada de uma alternativa nacional também pode ajudar a combater a comercialização de produtos sem procedência comprovada.
O crescimento da procura por medicamentos da classe GLP-1 levou ao aumento da oferta de produtos vendidos de forma irregular em plataformas digitais e canais não autorizados.
Para Fábio Chacon, diretor comercial da Farmarcas, a ampliação da oferta pode aumentar a segurança dos pacientes.
“Muitas pessoas que não conseguiam iniciar um tratamento à base de semaglutida por questões financeiras passam a ter uma nova possibilidade. Quando o paciente encontra uma opção aprovada pela Anvisa e produzida por uma indústria nacional reconhecida, ele ganha mais segurança para realizar o tratamento da forma correta”, afirmou.
Uso exige receita médica
A comercialização do Ozivy ocorre mediante apresentação de receita médica, conforme as regras estabelecidas pela Anvisa.
Médicos alertam que a escolha do tratamento deve considerar as condições clínicas de cada paciente e exige acompanhamento profissional para monitoramento de resultados e possíveis efeitos adversos.
SAIBA MAIS
A semaglutida pertence à classe dos agonistas do GLP-1, medicamentos que ajudam a controlar os níveis de açúcar no sangue e aumentam a sensação de saciedade.
O Ozivy é produzido pela EMS e se tornou uma das primeiras alternativas nacionais à base de semaglutida disponíveis no mercado brasileiro após aprovação da Anvisa.
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