Novo Nordisk anuncia descontos para Wegovy e Rybelsus dias antes da expiração da patente, que pode abrir mercado para genéricos no Brasil
Fabricante do Ozempic reduz preços antes do fim da patente da semaglutida
A farmacêutica Novo Nordisk anunciou nova política de preços para medicamentos à base de semaglutida a partir desta segunda-feira (2). A medida ocorre semanas antes do vencimento da patente do princípio ativo no Brasil, previsto para 20 de março.
A semaglutida, utilizada no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, está presente nos medicamentos Ozempic, Wegovy e Rybelsus.
Com o fim da patente, outras farmacêuticas poderão solicitar registro para produzir versões próprias do medicamento, o que pode aumentar a concorrência no setor.
O que muda nos preços
Segundo a empresa:
- A caneta inicial de 0,25 mg do Wegovy será gratuita na compra de outra unidade, desde que ambas constem na mesma prescrição médica.
- A oferta vale por tempo limitado e exige cadastro no programa NovoDia.
- Para o Rybelsus (versão oral), os preços variam entre R$ 565 e R$ 874, dependendo da dose e do canal de compra, também condicionados ao programa da empresa.
- Fora do programa, o valor pode ultrapassar R$ 1.290 por caixa.
- Combos com duas caixas terão desconto significativo em relação ao preço anterior.
A nova política para o Rybelsus não tem prazo definido.
Patente e possível entrada de concorrentes
A patente da semaglutida expira em 20 de março. Pelo menos 20 empresas já solicitaram à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o registro de medicamentos com semaglutida ou liraglutida como princípio ativo.
O Ministério da Saúde pediu prioridade na análise desses processos. Ainda não há confirmação de quais pedidos serão aprovados.
Especialistas do setor avaliam que, com a entrada de novos fabricantes — inclusive nacionais —, os preços podem cair até 30% nos próximos meses, dependendo do nível de concorrência e da regulação.
Mercado em expansão
O segmento de medicamentos para obesidade e diabetes vive forte expansão global. Atualmente, o mercado é dominado principalmente pelas marcas da Novo Nordisk e pelo medicamento Mounjaro, da farmacêutica Eli Lilly.
A ampliação da oferta pode alterar o cenário de preços e acesso, mas a prescrição médica continua obrigatória, e a automedicação é contraindicada.
O que o paciente deve considerar
Médicos alertam que:
- Ajustes de dose exigem acompanhamento profissional.
- O uso inadequado pode causar efeitos colaterais gastrointestinais e metabólicos.
- Compras fora de canais regulares aumentam riscos sanitários.
O fim da patente não significa liberação imediata de genéricos no mercado, pois cada produto depende de aprovação regulatória.
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