Manaus (AM) – A 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus realizou, nesta quinta-feira (20), a audiência de instrução do processo que tem Pedro José da Silva Gama como réu, acusado de homicídio qualificado pela morte de três pessoas no naufrágio da lancha Lima Abreu XV, ocorrido em 13 de fevereiro deste ano, no Encontro das Águas.
Outras cinco pessoas continuam desaparecidas, conforme os autos. Caso o Ministério Público receba os respectivos atestados de óbito, a denúncia poderá ser aditada, o que elevaria para oito o número de vítimas fatais consideradas no processo.
A audiência foi presidida pelo juiz de Direito Fábio Lopes Alfaia, com participação do promotor de Justiça Marcelo Bitarães, representante do Ministério Público. A sessão ocorreu em formato híbrido, com parte dos participantes presencialmente na sala de audiências do 2º Tribunal do Júri, no Fórum Ministro Henoch Reis, e outros por videoconferência.
Dez testemunhas foram ouvidas
Durante a instrução, foram ouvidas dez testemunhas. Duas prestaram depoimento especial por serem menores de idade. Além disso, duas vítimas foram ouvidas presencialmente.
Ao fim da tarde, a audiência foi encerrada com o interrogatório de Pedro José da Silva Gama.
Processo segue para alegações finais
Com o encerramento da fase de instrução, o processo entra agora na etapa de alegações finais. As partes terão prazo para apresentar os memoriais e, depois, os autos serão encaminhados ao juiz para decisão.
A próxima etapa definirá o andamento do processo a partir da análise do material produzido durante a instrução.
SAIBA MAIS
O naufrágio da lancha Lima Abreu XV aconteceu em 13 de fevereiro de 2026, nas proximidades do Encontro das Águas, em Manaus. A embarcação havia saído da capital com destino a Nova Olinda do Norte quando naufragou durante a viagem.
Segundo informações da Marinha, 71 pessoas foram resgatadas com vida após o acidente. O caso deixou vítimas fatais e pessoas desaparecidas, e as circunstâncias do naufrágio passaram a ser investigadas pelas autoridades. A Marinha instaurou um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação para apurar as causas e eventuais responsabilidades.
O caso também passou a ser investigado pela Polícia Civil do Amazonas. Pedro José da Silva Gama, comandante da embarcação, tornou-se réu em processo que tramita na Justiça do Amazonas e responde por homicídio qualificado relacionado ao naufrágio.
A ocorrência mobilizou equipes da Marinha, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Samu. O Encontro das Águas, onde ocorreu o acidente, é uma região de navegação complexa devido à confluência dos rios Negro e Solimões.
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