Cheia do Amazonas deve superar cota de inundação em Manaus e Manacapuru, alerta Serviço Geológico

O Serviço Geológico do Brasil alertou que Manaus e Manacapuru podem registrar níveis acima da cota de inundação durante a cheia deste ano. O monitoramento aponta risco elevado para áreas urbanas e comunidades ribeirinhas.

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Novo alerta hidrológico do Serviço Geológico do Brasil indica risco elevado de cheia em Manaus e Manacapuru e acende sinal de atenção para impactos urbanos, ribeirinhos e logísticos no Amazonas.


Cheia do Amazonas pode ultrapassar cota de inundação em Manaus e Manacapuru

Manaus (AM) – O avanço da cheia dos rios no Amazonas já preocupa órgãos de monitoramento hidrológico. O Serviço Geológico do Brasil (SGB) confirmou, no 2º Alerta de Cheias da Bacia do Amazonas, a possibilidade de níveis acima da cota de inundação em Manaus e Manacapuru durante o pico da cheia deste ano.

O alerta reforça um cenário de atenção para milhares de famílias que vivem em áreas vulneráveis às margens dos rios Negro e Solimões, além de pressionar estruturas urbanas, sistemas de transporte fluvial e operações logísticas na região metropolitana de Manaus.

Oscilações e eventos extremos

Segundo o SGB, as projeções indicam alta probabilidade de o rio Negro ultrapassar a cota de inundação na capital amazonense. No primeiro alerta divulgado pelo órgão, a estimativa para Manaus apontava nível próximo de 28,3 metros, acima da cota de inundação da cidade, fixada em 27,50 metros.

O órgão informou ainda que a chance de inundação severa é menor, mas permanece sob monitoramento diante da variabilidade climática registrada nos últimos meses.

O comportamento hidrológico da Amazônia é influenciado por oscilações climáticas e eventos extremos que alternam secas históricas e cheias intensas na região.

Manaus pode enfrentar impactos urbanos e sociais

Em Manaus, cheias acima da cota de inundação costumam atingir bairros próximos às margens do rio Negro, provocar alagamentos em áreas portuárias e comprometer a mobilidade em comunidades ribeirinhas e regiões de palafitas.

Além dos impactos habitacionais, episódios de cheia intensa costumam afetar o comércio popular, o transporte hidroviário e serviços públicos em áreas vulneráveis da capital.

O alerta também amplia a preocupação com comunidades do interior. Em Manacapuru, município historicamente afetado pelas oscilações do rio Solimões, moradores já acompanham a subida das águas em áreas de várzea.

Cenário monitorado

O Serviço Geológico do Brasil informou que o segundo alerta traz projeções mais precisas sobre a magnitude da cheia porque o monitoramento se aproxima do período crítico do ciclo hidrológico amazônico.

As previsões são usadas por órgãos de defesa civil para planejar ações preventivas, organizar estruturas emergenciais e reduzir impactos sobre populações vulneráveis.

O Amazonas enfrenta nos últimos anos uma sequência de eventos climáticos extremos. Depois da seca histórica de 2023, que isolou comunidades, provocou colapso logístico e recordes negativos nos rios da região, especialistas alertam para uma crescente instabilidade hidrológica na Amazônia.

Defesa civil deve intensificar preparação

O monitoramento das cotas dos rios deve continuar nas próximas semanas. A tendência de elevação mantém autoridades em alerta para possíveis medidas emergenciais, especialmente em áreas historicamente atingidas por inundações.

A preparação antecipada é considerada estratégica para reduzir danos humanos, econômicos e sociais durante o pico da cheia.

SAIBA MAIS

O ciclo de cheias e vazantes faz parte da dinâmica natural da Amazônia, mas eventos extremos têm se tornado mais frequentes e intensos nas últimas décadas. Estudos e órgãos de monitoramento apontam influência crescente das mudanças climáticas e das alterações ambientais sobre o comportamento hidrológico da região amazônica.


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Gláucia Chair
Gláucia Chairhttps://portalmeuamazonas.com.br/
Gláucia Chair é jornalista, pesquisadora e professora, com mais de 25 anos de atuação no mercado de comunicação e educação. CEO do Portal Meu Amazonas, também atua como consultora em conteúdo digital e estratégias de mídia. É Master em Jornalismo pelo Instituto Superior de Educação (ISE) e possui especializações em Literatura Moderna e Pós-Moderna, Docência do Ensino Superior e Comunicação, Design e Multimídia. Membro da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB), Gláucia se destaca pela defesa da valorização da produção jornalística e intelectual na Amazônia. Ao longo de sua trajetória, colaborou com veículos de destaque como Portal Amazônia, Jornal e Portal Em Tempo, Portal Radar 10, Revista ECO, Portal Vanguarda do Norte, i9Brasil e Portal Em Pauta.

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