MPAM debate ética no combate à violência contra a mulher

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) debateu, nesta quinta-feira (19), a ética profissional no enfrentamento à violência contra a mulher, em Manaus. O encontro reuniu especialistas do sistema de Justiça e representantes da academia no auditório da Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA)

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Evento na UEA reúne especialistas para fortalecer o atendimento humanizado e enfrentar o feminicídio no Amazonas


Manaus (AM) – O Ministério Público do Amazonas (MPAM) debateu, nesta quinta-feira (19), a ética profissional no enfrentamento à violência contra a mulher, em Manaus. O encontro reuniu especialistas do sistema de Justiça e representantes da academia no auditório da Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

O que é revitimização no sistema de justiça?

A revitimização ocorre quando o Estado ou instituições submetem a mulher a novos danos psicológicos ou humilhações durante o processo de denúncia. Esse fenômeno acontece por meio de interrogatórios repetitivos, julgamentos morais ou falhas no acolhimento, o que desestimula a busca por proteção e interrompe o ciclo de justiça.


Ética no atendimento evita novos danos às vítimas

Especialistas destacaram que a conduta ética no atendimento é fundamental para interromper o ciclo de violência sem gerar traumas adicionais.

Segundo os palestrantes, as falhas no acolhimento institucional figuram como um dos principais gargalos no combate à violência de gênero no Amazonas, especialmente em municípios com infraestrutura limitada.

Contexto Amazônico e integração institucional

O enfrentamento à criminalidade contra o público feminino no estado exige a atuação integrada entre o MPAM, as polícias e a rede de assistência social.

De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), a articulação entre esses órgãos determina a eficiência das investigações e a rápida responsabilização dos agressores.

A dimensão territorial do Amazonas impõe desafios logísticos severos. Conforme explicam especialistas, a interiorização das políticas públicas é o caminho para garantir que a Lei Maria da Penha alcance mulheres em calhas de rios e comunidades isoladas.


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