MANAUS (AM) – A Prefeitura de Manaus enviou, nesta sexta-feira (22), uma balsa com 600 toneladas de materiais de construção para acelerar a substituição de escolas de madeira por unidades de alvenaria em comunidades ribeirinhas da capital.
A operação, coordenada pela Secretaria Municipal de Educação (Semed), deve atender localidades de difícil acesso, como Arumã, Caramuri e Paraná da Eva, aproveitando o período de cheia dos rios para garantir a entrega dos insumos.
Segundo a prefeitura, a carga inclui cimento, areia, tijolos, seixo, lajes e vigotas, materiais que serão usados na construção e reforma de unidades escolares da zona rural.
O prefeito de Manaus, Renato Junior, acompanhou o embarque da balsa e afirmou que a meta da gestão é eliminar as escolas de madeira da rede municipal até o fim do mandato.
De acordo com a prefeitura, o número de escolas de madeira ou estruturas mistas na zona rural caiu de 35 unidades em 2021 para nove em 2026, que ainda passam por substituição.
A gestão municipal também informou que o investimento em infraestrutura ajudou a ampliar o atendimento escolar na zona rural, passando de 8,5 mil estudantes em 2021 para mais de 12 mil atualmente.
O secretário municipal de Educação, Arone Bentes, disse que o envio dos materiais busca acelerar as obras e melhorar as condições das unidades atendidas.
Em março deste ano, a prefeitura já havia enviado 380 toneladas de materiais de construção para obras em escolas da zona rural.
Por que isso importa?
Em várias comunidades ribeirinhas de Manaus, estudantes ainda frequentam escolas de madeira, muitas vezes vulneráveis a infiltrações, calor intenso e limitações estruturais. A substituição por prédios de alvenaria pode melhorar conforto térmico, acesso à internet e condições de ensino, além de reduzir custos de manutenção.
SAIBA MAIS
A logística para obras na zona rural depende do nível dos rios. Durante a cheia, balsas conseguem acessar comunidades mais isoladas, o que permite antecipar o envio de materiais antes do período de vazante.
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