Prefeito Renato Junior mantém subsídio e cobra melhorias dos amarelinhos

O prefeito de Manaus, Renato Junior, afirmou nesta quinta-feira (2) que a prefeitura continuará concedendo subsídios ao sistema de transporte alternativo, mas condicionará os repasses ao cumprimento de exigências técnicas

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Manaus (AM) – O prefeito de Manaus, Renato Junior, afirmou nesta quinta-feira (2) que a prefeitura continuará concedendo subsídios ao sistema de transporte alternativo, mas condicionará os repasses ao cumprimento de exigências técnicas estabelecidas pelo Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU). Segundo ele, a prioridade é melhorar a qualidade do serviço.

A declaração ocorreu após a paralisação parcial dos micro-ônibus conhecida como “amarelinhos”, registrada durante a manhã na capital.

Subsídio dependerá de metas definidas pelo IMMU

De acordo com a prefeitura, os permissionários do transporte complementar passaram a atuar de forma regular após a conclusão do processo de licitação e regulamentação do serviço. Com isso, tornaram-se aptos a receber incentivos financeiros municipais.

Segundo Renato Junior, o objetivo do subsídio é contribuir para a renovação da frota e melhorar o atendimento aos usuários.

“O recurso é para ajudar a subsidiar o transporte do amarelinho e melhorar o serviço. A população quer micro-ônibus novos. O que eu não aceitarei é que o passageiro seja abandonado no meio do caminho ou que o serviço continue prejudicando quem depende dele”, afirmou o prefeito.

Repasses exigirão capacitação e renovação da frota

Conforme o IMMU, o pagamento do subsídio ficará condicionado ao cumprimento de critérios técnicos e administrativos.

Entre as exigências estão:

  • cumprimento das rotas e horários definidos pelo instituto;
  • capacitação dos operadores pela Escola Pública de Trânsito e Transporte;
  • adesão às linhas de financiamento destinadas à renovação da frota.

A administração municipal afirma que as medidas buscam aumentar a confiabilidade do transporte complementar e reduzir problemas enfrentados diariamente pelos passageiros.

Prefeito atribui paralisação a uma cooperativa

Durante entrevista coletiva, Renato Junior afirmou que apenas uma das sete cooperativas do transporte alternativo aderiu à paralisação realizada nesta quinta-feira.

O prefeito declarou ainda que o movimento teria sido motivado por interesses políticos e afirmou que um micro-ônibus terminou incendiado durante o protesto.

As declarações foram feitas pelo chefe do Executivo municipal. Até o momento não houve posicionamento da cooperativa citada.

“Seis cooperativas estão satisfeitas. Apenas uma, movida politicamente, fez as velhas práticas de antigamente”, declarou.

Até a publicação desta reportagem, a cooperativa mencionada pela prefeitura não havia se manifestado sobre as declarações.


Saiba mais sobre o transporte alternativo de Manaus:

O transporte alternativo de Manaus é formado por micro-ônibus operados por permissionários credenciados pelo IMMU. O serviço complementa o transporte coletivo convencional, atendendo bairros e rotas onde a demanda exige veículos de menor porte. A regulamentação do sistema permite que os operadores tenham acesso a políticas públicas, incluindo programas de renovação da frota e subsídios, desde que cumpram as regras estabelecidas pelo município.


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Luiz Marcelo
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