TCE-AM multa ex-gestores da Sect em mais de R$40 mil

Os gestores têm o prazo de 30 dias para realizarem os pagamentos ou recorrerem da decisão proferida pelo Pleno da Corte de Contas

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O Pleno do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) multou, nesta terça-feira (26), os ex-gestores da Secretaria de Estado das Cidades e Territórios (Sect) em 2020, em mais de R$40 mil.

Os ex-secretários da Sect, Ricardo Luiz Monteiro Francisco, Ismael da Costa Silva e Zayra Tays Albuquerque da Silva, tiveram as contas julgadas irregulares e foram multados por grave infração à norma legal, de acordo com irregularidades apontadas pelo relator do processo, auditor Alípio Reis Firmo Filho.

Cada gestor foi multado em R$13,6 mil, totalizando quase R$41 mil a serem devolvidos aos cofres públicos. Os gestores têm o prazo de 30 dias para realizarem os pagamentos ou recorrerem da decisão proferida pelo Pleno da Corte de Contas.

Ricardo Luiz foi secretário da Sect durante todo o decorrer de 2020, enquanto Zayra Tays ocupou a secretaria-executiva entre janeiro e agosto, e Ismael da Costa foi secretário-executivo entre setembro e dezembro do mesmo ano.

Irregularidades encontradas
Após análise dos órgãos técnicos do TCE-AM, o relator do processo apontou falta de transparência ativa a regular no site da Sect. De acordo com o processo, os gestores não disponibilizaram informações importantes, como detalhes sobre processos de regularização fundiária, contratos administrativos, informações sobre o quadro de funcionários e despesas, e informações sobre terras públicas estaduais.

Outra irregularidade apontada foi a ausência da atividade de controle interno na Secretaria, uma atividade obrigatório conforme a Lei Orgânica do Tribunal de Contas.

Além das multas aplicadas aos ex-gestores, o Pleno determinou que a atual gestão da Sect mantenha transparência ativa e regular em seu site eletrônico, fornecendo informações detalhadas sobre diversos aspectos da administração pública.

Também foi estipulado que a Secretaria apresente um estudo e planejamento para priorizar e garantir a destinação adequada das glebas estaduais matriculadas, levando em consideração sua vocação socioambiental e evitando a grilagem de terras.

A sessão foi conduzida pelo presidente da Corte de Contas, conselheiro Érico Desterro. Estiveram presentes os conselheiros Yara Lins dos Santos, Mario de Mello, Josué Cláudio, Fabian Barbosa e Júlio Pinheiro, além dos auditores Mário Filho, Alípio Reis Firmo Filho, Luiz Henrique Mendes e Alber Furtado.

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