Emprego formal cresce 19,1% desde 2023; Norte lidera alta

Brasil chegou a 62,89 milhões de vínculos formais em junho de 2026. Norte teve o maior crescimento proporcional desde 2023, segundo o MTE.

Data:

Compartilhe esse post:

Brasília(DF) – O Brasil chegou a 62,89 milhões de vínculos formais em junho de 2026, após acrescentar 10,1 milhões de vínculos ao estoque desde janeiro de 2023. O crescimento acumulado alcançou 19,1%, segundo a RAIS Mensal de junho, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A expansão ocorreu em todas as regiões do país, mas o Norte apresentou o maior crescimento proporcional no período, com alta de 34,7%. O Nordeste avançou 27,6%, o Centro-Oeste 28,6%, o Sudeste 14,6% e o Sul 12,3%. Em números absolutos, o Sudeste liderou, com 3,78 milhões de vínculos adicionais, seguido pelo Nordeste, com 2,69 milhões.

Para o Amazonas, os dados nacionais precisam de uma leitura separada. A RAIS Mensal reúne um universo mais amplo de vínculos do que o Novo Caged, porque também contempla categorias do setor público e outras modalidades. Por isso, não é adequado misturar o estoque estadual da RAIS com o saldo mensal do Caged.

No recorte do Novo Caged, que acompanha a movimentação dos empregos celetistas, o Amazonas acumulou 12.377 novos empregos formais entre janeiro e junho de 2026. O saldo correspondeu a um crescimento de 2,20% no período.

Serviços concentram expansão

O setor de Serviços concentrou a maior expansão do emprego formal brasileiro desde 2023. O estoque cresceu 8,45 milhões de vínculos, alta de 28,3%, passando de 29,81 milhões para 38,26 milhões. Com isso, a participação dos Serviços no mercado formal subiu de 56,5% para 60,8%.

Dentro desse grupo, administração pública, educação, saúde e serviços sociais responderam por 6,03 milhões de vínculos adicionais, crescimento de 42,1%. Já as atividades de informação, comunicação, finanças, imóveis, serviços profissionais e atividades administrativas acrescentaram 1,5 milhão, alta de 16%.

A Indústria acrescentou 832 mil vínculos e chegou a 9,15 milhões em junho. A Construção cresceu 357 mil vínculos, para 3,04 milhões. O Comércio adicionou cerca de 340 mil e alcançou 10,54 milhões. A Agropecuária registrou aumento de 88 mil vínculos, chegando a 1,86 milhão.

Emprego feminino cresce mais que o masculino

O estoque de vínculos ocupados por mulheres aumentou 25% desde janeiro de 2023, segundo o MTE. A participação feminina passou de 44,5% para 46,4% do estoque formal.

Entre os homens, o crescimento chegou a 14,5%. O resultado mostra uma expansão proporcionalmente maior dos vínculos femininos no período, embora os homens ainda representem a maioria do estoque formal.

Trabalhadores mais velhos ampliam presença

A expansão também alcançou as faixas etárias mais altas. Entre os trabalhadores com 65 anos ou mais, o estoque de vínculos cresceu 73,6% desde janeiro de 2023, chegando a 1,64 milhão em junho de 2026.

Entre os trabalhadores de 50 a 64 anos, o crescimento alcançou 34,7%. Na faixa de 40 a 49 anos, a alta chegou a 23,5%. Os trabalhadores de até 24 anos tiveram aumento de 13,5%, para 8,30 milhões de vínculos.

Escolaridade também acompanha mudança

Os trabalhadores com ensino médio completo concentraram o maior crescimento absoluto entre os níveis de escolaridade, com 5,7 milhões de vínculos adicionais e estoque de 33,70 milhões.

O estoque de trabalhadores com formação superior, considerando os diferentes níveis dessa categoria, passou de 11,8 milhões para 15,2 milhões, crescimento de 29,1%.

O que os dados mostram sobre o mercado de trabalho

Os números apontam para uma expansão relevante do mercado formal, mas o tamanho do avanço precisa ser interpretado corretamente. Os 62,89 milhões representam um estoque de vínculos, e não necessariamente o número de pessoas empregadas no país.

Além disso, a expansão não ocorreu de maneira uniforme. O crescimento proporcional mais forte ocorreu no Norte, enquanto o maior volume absoluto ficou concentrado no Sudeste. O setor de Serviços também respondeu pela maior parcela da expansão nacional.

No Amazonas, o dado do Novo Caged mostra que o mercado celetista continuou crescendo no primeiro semestre de 2026, mas esse indicador não substitui o estoque estadual da RAIS. A separação entre as duas bases evita comparar grandezas diferentes e permite uma leitura mais precisa do mercado de trabalho amazonense.

SAIBA MAIS

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego, RAIS Mensal e Novo Caged.


LEIA MAIS:

Assaí abre 50 vagas de emprego em Manaus; veja como se candidatar

Mercado reduz projeção para a Selic pela primeira vez desde março, aponta Banco Central

Mulheres líderes debatem equidade e futuro do trabalho em Manaus



Quer receber notícias no seu WhatsApp ?-CLIQUE AQUI

Fale com a Redação: E-mail: [email protected] e WhatsApp: (92) 99148-8431


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Victor Lino
Victor Lino
Victor Lino integra a equipe do Portal Meu Amazonas. Atua na produção e apuração de conteúdos jornalísticos, com atenção aos acontecimentos de Manaus e do Amazonas. Em sua trajetória profissional, desenvolve experiência na rotina de redação, pesquisa de informações, acompanhamento de fontes e construção de notícias para o ambiente digital.

Matérias Relacionadas

Mãe de Djidja Cardoso deixa prisão e ganha festa de recepção em Manaus

Familiares e amigos de Cleusimar Cardoso preparam recepção nesta terça-feira (29), após a progressão para o regime semiaberto.

Agentes de limpeza ganham reconhecimento com qualificação profissional em Manaus

Eles quase sempre chegam antes de todo mundo. Enquanto empresas, lojas e outros espaços começam a movimentar suas...

Pastor é condenado a 81 anos por crimes sexuais contra crianças e adolescentes no AM

omem foi condenado em Japurá por crimes sexuais contra cinco vítimas, entre crianças e adolescentes, em casos ocorridos entre 2013 e 2024.

Prefeitura de Manaus concede progressões e promoções a 7.616 servidores

Medida beneficia profissionais da educação, saúde e finanças. Reajustes serão pagos na folha de outubro, com retroatividade a janeiro para servidores da Semsa.