Lula zera “taxa das blusinhas”; medida divide indústria e consumidores

Lula assina MP e zera taxa das blusinhas para compras de até US$ 50 Medida elimina imposto federal de 20% sobre compras internacionais de pequeno valor; ICMS continua sendo cobrado.

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Governo elimina imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50, mas varejo e indústria alertam para impacto em empregos no Brasil


Brasília (DF) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira (12) uma Medida Provisória (MP) que zera o imposto federal de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, cobrança conhecida popularmente como “taxa das blusinhas”. A medida entra em vigor após publicação no Diário Oficial da União, prevista para esta quarta-feira (13).

Na prática, consumidores que compram roupas, acessórios, maquiagens, eletrônicos pequenos e utensílios em plataformas internacionais cadastradas no programa Remessa Conforme deixarão de pagar o imposto federal de 20% que incidia sobre produtos de baixo valor. O ICMS estadual, porém, continua sendo cobrado, o que significa que as compras não ficarão totalmente livres de tributos.

O que muda para quem compra pela internet

A nova regra vale para compras internacionais de até US$ 50 feitas por pessoas físicas. Acima desse valor, continuam em vigor as regras atuais de tributação. A cobrança de 20% havia começado em agosto de 2024, após aprovação do Congresso e regulamentação do programa Remessa Conforme, criado para aumentar o controle sobre encomendas internacionais e reduzir irregularidades nas importações.

Segundo o governo federal, a medida se tornou possível após maior regularização das plataformas estrangeiras e redução do contrabando.

Durante o anúncio, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que o governo conseguiu aumentar a fiscalização do setor e decidiu retirar a cobrança para beneficiar consumidores, especialmente os de menor renda.

Fim da taxa provoca reação da indústria e do varejo

A decisão, no entanto, gerou forte reação de representantes da indústria e do comércio nacional. A Confederação Nacional da Indústria classificou o fim da cobrança como um retrocesso e argumentou que a medida favorece produtos estrangeiros em prejuízo da produção brasileira. A entidade afirma que a taxação ajudava a conter concorrência desigual, principalmente de produtos vindos da China.

Segundo estimativas citadas pela CNI, a cobrança sobre compras internacionais teria preservado mais de 135 mil empregos e evitado perdas bilionárias para a economia nacional. Já a Associação Brasileira do Varejo Têxtil afirmou que o fim da taxa pode aumentar pressões sobre a indústria da moda e o varejo brasileiro, setores que empregam milhões de trabalhadores no país.

Em nota, representantes do setor afirmaram que a mudança pode ampliar a concorrência com plataformas estrangeiras, especialmente em produtos de baixo valor, faixa que representa grande parte das compras realizadas pelos brasileiros.

Vai ficar mais barato comprar?

Na prática, a tendência é que compras internacionais de pequeno valor fiquem mais baratas, especialmente em plataformas populares entre brasileiros. Ainda assim, especialistas recomendam atenção ao valor final da compra, já que ICMS, frete, câmbio e taxas logísticas continuam influenciando o preço. Ou seja: o desconto pode existir, mas nem sempre será exatamente de 20% no total pago pelo consumidor.


( * ) Portal Meu Amazonas, com informações da Agência Brasil


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Gláucia Chair
Gláucia Chairhttps://portalmeuamazonas.com.br/
Gláucia Chair é jornalista, pesquisadora e professora, com mais de 25 anos de atuação no mercado de comunicação e educação. CEO do Portal Meu Amazonas, também atua como consultora em conteúdo digital e estratégias de mídia. É Master em Jornalismo pelo Instituto Superior de Educação (ISE) e possui especializações em Literatura Moderna e Pós-Moderna, Docência do Ensino Superior e Comunicação, Design e Multimídia. Membro da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB), Gláucia se destaca pela defesa da valorização da produção jornalística e intelectual na Amazônia. Ao longo de sua trajetória, colaborou com veículos de destaque como Portal Amazônia, Jornal e Portal Em Tempo, Portal Radar 10, Revista ECO, Portal Vanguarda do Norte, i9Brasil e Portal Em Pauta.

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