STF decide: professores temporários passam a ter direito ao piso nacional

STF garante piso salarial a professores temporários em decisão unânime

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Corte determina que estados e municípios paguem salário mínimo do magistério também a contratos temporários

Manaus (AM) – O Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade nesta quinta-feira (16), que professores temporários da rede pública têm direito ao piso salarial nacional do magistério, hoje fixado em R$ 5.130,63.

A decisão equipara temporários e efetivos no acesso ao piso, que até então era garantido apenas aos profissionais concursados.


Decisão muda regra em todo o país

O julgamento teve origem em um recurso apresentado por uma professora temporária de Pernambuco, que recebia cerca de R$ 1,4 mil por 150 horas mensais. O STF entendeu que a diferença salarial viola o princípio de valorização dos profissionais da educação.

O relator, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que estados e municípios usam contratações temporárias como estratégia para reduzir custos, sem garantir direitos básicos.

Segundo ele, a prática compromete a qualidade da educação pública ao desvalorizar os docentes.


Quanto é o piso e como funciona

O piso nacional do magistério está previsto na Constituição e regulamentado pela Lei nº 11.738 de 2008.

Para 2026, o valor foi definido pelo Ministério da Educação em R$ 5.130,63 para jornada de 40 horas semanais. Cargas horárias diferentes devem receber valores proporcionais.


Impacto direto para estados e municípios

Apesar da obrigatoriedade, muitos estados e municípios ainda não cumprem integralmente o pagamento do piso, alegando falta de recursos.

Parte do financiamento vem do Fundeb, fundo federal que complementa os salários da educação básica. Mesmo assim, cabe aos governos locais garantir o pagamento completo.


STF também limita uso de professores cedidos

A Corte também decidiu limitar a cessão de professores efetivos para outros órgãos públicos. A proposta, apresentada pelo ministro Flávio Dino, fixa o limite em 5% do quadro de docentes.

A medida busca reduzir a necessidade de contratações temporárias e garantir maior estabilidade nas redes de ensino.


Entidades apontam impacto na qualidade do ensino

Durante o julgamento, representantes de entidades educacionais afirmaram que baixos salários e vínculos precários afetam diretamente a qualidade do ensino.

A Central Única dos Trabalhadores destacou que cerca de 42% dos professores da rede pública são temporários, segundo dados do Censo Escolar.

Já a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação afirmou que a valorização salarial está diretamente ligada ao desempenho dos alunos.


SAIBA MAIS

O piso nacional do magistério acabou criado para garantir um salário mínimo digno aos professores da educação básica pública. Apesar de ser obrigatório, o cumprimento ainda enfrenta resistência de governos locais, principalmente por limitações orçamentárias.

A decisão do STF tem efeito vinculante, ou seja, deve ser seguida por todos os estados e municípios do país.

Fontes: STF; MEC; CNTE; CUT; Lei 11.738/2008


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Gláucia Chair
Gláucia Chairhttps://portalmeuamazonas.com.br/
Gláucia Chair é jornalista, pesquisadora e professora, com mais de 25 anos de atuação no mercado de comunicação e educação. CEO do Portal Meu Amazonas, também atua como consultora em conteúdo digital e estratégias de mídia. É Master em Jornalismo pelo Instituto Superior de Educação (ISE) e possui especializações em Literatura Moderna e Pós-Moderna, Docência do Ensino Superior e Comunicação, Design e Multimídia. Membro da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB), Gláucia se destaca pela defesa da valorização da produção jornalística e intelectual na Amazônia. Ao longo de sua trajetória, colaborou com veículos de destaque como Portal Amazônia, Jornal e Portal Em Tempo, Portal Radar 10, Revista ECO, Portal Vanguarda do Norte, i9Brasil e Portal Em Pauta.

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