Morte de Djidja Cardoso: Justiça decreta prisão de família e funcionários do salão Belle Femme

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) determinou a prisão preventiva de Cleusimar Cardoso e Ademar Farias, mãe e irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Dilemar Cardoso Carlos da Silva, conhecida como Djidja Cardoso, encontrada morta em casa na quarta-feira (28), ainda de causas indeterminadas.

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MANAUS (AM) – O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) determinou a prisão preventiva de Cleusimar Cardoso e Ademar Farias, mãe e irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Dilemar Cardoso Carlos da Silva, conhecida como Djidja Cardoso, encontrada morta em casa na quarta-feira (28), ainda de causas indeterminadas.

Além disso, três funcionários do salão de beleza Belle Femme, onde Djidja era sócia, também foram presos: Verônica da Costa Seixas, Marlisson Vasconcelos Dantas e Claudiele Santos da Silva. As prisões ocorreram nesta quinta-feira (30).

MÃE E IRMÃO DE EX-SINHAZINHA SÃO PRESOS EM MANAUS (foto: Reprodução Redes Sociais)

Mandado de Prisão

O mandado, expedido na quarta-feira, 29, pela central de plantão criminal do TJAM, além das prisões, ordenou busca e apreensão na residência dos familiares de Djidja Cardoso.

Os crimes listados no mandado de prisão incluem “estupro“, “associação para o tráfico de drogas” e “venda de drogas“. O documento não especifica os crimes pelos quais cada um é investigado, mas menciona as seguintes tipificações penais para o irmão de Djidja, Ademar Farias:

  • Artigo 213 da Lei 2.848 (Estupro)
  • Artigo 35 da Lei 11.343 (Associação Criminosa)
  • Artigo 33 da Lei 11.343 (Tráfico de Drogas)

Alvos do Mandado de Prisão

  1. Ademar Farias Cardoso Neto – irmão de Djidja Cardoso
  2. Cleusimar Cardoso Rodrigues – mãe de Djidja Cardoso
  3. Verônica da Costa Seixas – gerente do salão Belle Femme
  4. Marlisson Vasconcelos Dantas – cabeleireiro do salão Belle Femme
  5. Claudiele Santos da Silva – maquiadora do salão Belle Femme

Detalhes dos Crimes

  • Artigo 213 da Lei N° 2.848: Estupro, com pena de seis a dez anos de reclusão.
  • Artigo 35 da Lei N° 11.343: Associação criminosa para tráfico de drogas, com pena de três a dez anos de reclusão e multa de R$ 700 a R$ 1,2 mil.
  • Artigo 33 da Lei N° 11.343: Produção e comercialização de drogas, com pena de cinco a 15 anos de reclusão e multa de R$ 500 a R$ 1,5 mil.

Após a prisão preventiva, todos serão encaminhados ao sistema prisional do Amazonas.

As operadoras de telefonia estão também intimadas a fornecer informações sobre os alvos dos mandados

Trajetória de Djidja Cardoso

Djidja Cardoso, 32 anos, morreu na terça-feira, 28, em sua residência no bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus. Segundo a polícia, a causa da morte ainda não está determinada e só será confirmada após o exame necroscópico.

O relatório preliminar do Instituto Médico Legal (IML) indica que a causa da morte é “indeterminada“, resultante de “depressão dos centros cardiorrespiratórios centrais bulbares; congestão e edema cerebral“.

Repercussão

A morte de Djidja Cardoso gerou enorme repercussão nas redes sociais no Amazonas, com uma série de áudios, vídeos e acusações à própria família sobre suposta responsabilidade pela morte da ex-sinhazinha do boi Garantido, que estaria, segundo testemunho de familiares, estar fazendo intenso uso de drogas.

Familiares da ex-sinhazinha acusam as pessoas mais próximas a ela de praticar crimes na casa da vítima. Cleomar Cardoso, tia de Djidja, acusou os indiciados de negar socorro à vítima e incentivar seu vício em drogas.

“A Djidja morreu por omissão de socorro por parte da mãe dela e da turma do Belle Femme de Manaus. A casa dela na cidade nova se tornou uma Cracolândia. Toda vez que tentávamos internar a Djidja, éramos impedidos pela mãe e pela quadrilha de alguns funcionários que fazem parte do esquema deles. A mãe dela sempre dizia pra nós não interferirmos na vida deles e que ela sabia o que estava fazendo, ficamos de mãos atadas. E está do mesmo jeito lá, todos se drogando na casa dela”, diz um trecho da publicação no Facebook de Cleomar.

A polícia está investigando denúncias de que a família (mãe, irmão e funcionários do salão) estariam praticando rituais na residência com o uso de drogas ilícitas.

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