Manaus (AM) – Após a repercussão de que o Ministério Público do Amazonas (MPAM) teria determinado que o delegado Marcelo Martins não concedesse entrevistas sobre o caso do menino Benício Xavier, o órgão esclareceu que não houve proibição, mas apenas uma orientação.
MPAM esclarece decisão
Em nota, a 15ª Promotoria de Justiça de Manaus informou que o procedimento tramita sob sigilo judicial. Por isso, as informações são divulgadas dentro dos limites legais.
O órgão destacou que não houve determinação para impedir entrevistas nem pedido da defesa nesse sentido.
Orientação teve caráter cautelar
Segundo o MPAM, o despacho tratou apenas da prorrogação do prazo para conclusão do inquérito, que está em fase final.
Na mesma manifestação, o promotor solicitou — sem caráter obrigatório — que o delegado evitasse entrevistas neste momento, com o objetivo de preservar o andamento das investigações.
Pedido de afastamento do delegado
O esclarecimento ocorre após a defesa da médica Juliana Brasil pedir o afastamento do delegado Marcelo Martins das investigações. O advogado Sérgio Figueiredo alega que o delegado teria divulgado informações sigilosas e apresentado versões distorcidas dos fatos, o que poderia influenciar a opinião pública.
Defesa questiona condução do caso
A solicitação foi feita após entrevista concedida pelo delegado no dia 23 de março. A defesa afirma que dados sensíveis foram expostos durante o período em que uma familiar da médica prestava depoimento.
Os advogados também contestam a versão de que Juliana teria encomendado um vídeo adulterado. Segundo a defesa, uma enfermeira negou participação no caso e não houve pagamento.
Outro ponto levantado é a ausência de perícia técnica no material. A defesa afirma que o vídeo foi considerado falso sem análise oficial.
Investigação segue em andamento
Diante dos questionamentos, a defesa pediu o afastamento do delegado, investigação da Corregedoria da Polícia Civil e perícia técnica no vídeo, além da apresentação da cadeia de custódia das provas digitais.
O MPAM reforçou que a orientação não tem caráter impositivo e busca apenas garantir a condução regular da investigação até sua conclusão.
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