A mulher de 30 anos presa suspeita de matar um casal de idosos em Belo Horizonte (MG) confessou o crime e afirmou à polícia que sofreu um “surto psicótico” no momento dos assassinatos. Segundo o depoimento, ela teria ouvido vozes que a incentivaram a cometer os homicídios e declarou estar arrependida.
A suspeita, identificada como Paola, foi presa na madrugada desta quinta-feira (2), na cidade de Itabira, interior de Minas Gerais. De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), ela trabalhava na residência das vítimas, o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala.
Segundo a investigação, Paola não resistiu à prisão e afirmou aos policiais que aguardava ser localizada pelas autoridades. Ela declarou que nunca havia cometido um crime semelhante e disse ter destruído “a própria vida e a de outras pessoas”.
Suspeita alegou ouvir vozes antes do crime
Em depoimento, a mulher afirmou que sofreu um surto psicótico e passou a ouvir vozes que a orientavam a matar o casal. Após os assassinatos, ela confessou ter levado objetos de valor da residência, mas alegou que, mesmo após o roubo, continuava insatisfeita.
A polícia informou ainda que a suspeita admitiu ter acumulado uma dívida de aproximadamente R$ 40 mil com agiotas em razão do vício em jogos de azar pela internet. No entanto, ela afirmou que já havia quitado o débito e negou que essa tenha sido a motivação para o crime.
Casal foi encontrado morto dentro do apartamento
Os corpos de Cláudio Atala Inácio e Maria Clotilde foram encontrados pelo filho do casal na tarde de terça-feira (30), no apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, em Belo Horizonte.
Segundo a perícia, o advogado foi atingido por pelo menos 40 facadas nas regiões das costas, abdômen e pescoço. Já a empresária apresentava ao menos 15 ferimentos provocados por arma branca, distribuídos entre garganta, tórax, pescoço e pélvis.
Os peritos também identificaram sinais de defesa nas vítimas e estimaram que os assassinatos ocorreram durante a tarde de segunda-feira (29).
Polícia investiga possível participação de outra pessoa
Imagens de câmeras de segurança registraram a entrada de Paola no prédio por volta das 7h30 do dia do crime. Cerca de oito horas depois, ela foi vista deixando o local com roupas diferentes e carregando bolsas que, segundo familiares das vítimas, pertenciam ao casal.
Após sair do edifício, a mulher entrou em um veículo, circunstância que ainda está sendo investigada pela Polícia Civil. Até o momento, não há confirmação sobre a participação de outras pessoas no crime.
Durante as buscas, a polícia recuperou parte dos objetos levados do apartamento, incluindo relógios de uma coleção particular e joias pertencentes às vítimas.
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