A mulher exigiu R$ 1 mil de um homem para não vazar fotos e mensagens de um relacionamento extraconjugal para a esposa da vítima
Borba (AM) — Policiais da 74ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) prenderam Ana Milena Santos dos Santos, de 22 anos, sob a acusação de extorsão. A mulher exigiu R$ 1 mil de um homem para não vazar fotos e mensagens de um relacionamento extraconjugal para a esposa da vítima. A prisão ocorreu no bairro Terra Nova, no município de Borba, a 151 quilômetros de Manaus.
De acordo com o delegado Jorge Arcanjo, as investigações começaram logo após a vítima registrar o Boletim de Ocorrência (BO).
O homem relatou que recebia ameaças constantes via aplicativos de mensagens apontando que a mulher suspeita utilizava informações sensíveis como instrumento de coação para obter vantagem financeira ilícita.
Herança criminosa e Operação Mordaça
O caso apresenta um detalhe peculiar: Ana Milena utilizava dados armazenados no celular de seu falecido companheiro, apontado como líder de um grupo criminoso e que morreu em confronto com a polícia no mês passado.
Segundo o delegado, o grupo foi alvo da Operação Mordaça, deflagrada em março de 2025, que combatia justamente a extorsão mediante difamação nas redes sociais.
Após a morte do parceiro, Ana Milena assumiu a posse do aparelho e decidiu continuar com a prática criminosa. Logo após a prisão, os agentes apreenderam o celular da investigada. Com autorização judicial, o dispositivo passará por perícia técnica. O objetivo é descobrir se outras pessoas foram vítimas do mesmo esquema ou se havia novos planos de extorsão em andamento.
Consequências legais e continuidade das investigações
A Polícia Civil considera a prisão um desdobramento estratégico para desarticular os remanescentes da organização criminosa em Borba. Assim que concluídos os procedimentos na delegacia, Ana Milena seguirá para audiência de custódia. Dessa maneira, ela responderá pelo crime de extorsão e permanecerá à disposição do Poder Judiciário.
As autoridades reforçam que as vítimas de chantagem digital não devem realizar pagamentos. Pelo contrário, a orientação é procurar imediatamente a delegacia mais próxima. O registro oficial é a única forma de interromper o ciclo de coação. A Polícia Civil do Amazonas mantém o combate rigoroso contra crimes de difamação e extorsão no interior do estado.
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