Manaus (AM) — Um vídeo registrado dias antes do assassinato de Alana Arruda Pereira, de 25 anos, revela a intensidade da briga entre ela e o suspeito do crime, Emerson Vasconcelos de Araújo. Nas imagens, Emerson chega ao local em uma motocicleta e entra em sua residência.
Logo em seguida, Alana aparece e inicia uma discussão acalorada. O registro mostra ainda duas mulheres — uma ao lado da vítima e outra dentro do imóvel do suspeito — que tentam, sem sucesso, apaziguar os ânimos.
De acordo com informações da 7ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), o homicídio ocorreu por volta das 16h30 desta quarta-feira (28), na rua Jorge Gomes, bairro Betânia, na Zona Sul de Manaus.
A princípio, uma desavença antiga entre os vizinhos motivou o crime. Nesse sentido, relatos preliminares indicam que Alana acusava Emerson, que trabalha como vigilante, de mexer com sua filha, o que gerava conflitos constantes entre as famílias.
Dinâmica do crime e histórico de violência
Segundo a polícia, a tensão entre os dois escalou na noite anterior ao assassinato. Na ocasião, a mulher teria ido ao endereço acompanhada de dois homens armados, mas não localizou o vizinho.
Contudo, na tarde de hoje, Alana retornou sozinha para tirar satisfação. Durante o embate, Emerson desceu de sua casa armado com um revólver calibre 38 e efetuou um disparo fatal contra a cabeça da jovem, que morreu no local.
Logo após o disparo, o vigilante decidiu se apresentar voluntariamente à polícia horas depois. Dessa maneira, ele compareceu ao 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde entregou a arma utilizada no crime.
Portanto, o caso passou para a responsabilidade da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que conduz as investigações.
Investigação busca esclarecer motivação real
O delegado George Gomes, da DEHS, analisa as imagens e os depoimentos colhidos.
“Confirmamos que existia um histórico de conflitos, inclusive com brigas no mesmo dia do crime. Agora, vamos verificar o que realmente causou esse desfecho trágico”, explicou o delegado.
Além disso, a autoridade policial ressaltou que ainda não há confirmação oficial de importunação sexual contra a vítima ou a filha dela. Dessa forma, as equipes de investigação continuam ouvindo testemunhas para definir as responsabilidades penais de Emerson Araújo.
Assim, o suspeito permanecerá à disposição do Poder Judiciário enquanto o inquérito avança na capital amazonense.
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