Tapauá (AM) – Um professor da rede pública de ensino, de 54 anos, é investigado por suspeita de assédio sexual contra alunas adolescentes, no município de Tapauá, interior do Amazonas. Segundo a Polícia Civil, ele teria usado o cargo para aliciar menores, o que resultou em operação nesta segunda-feira, dia 11 de maio, com cumprimento de mandados de busca e apreensão, além da quebra do sigilo de dados telefônicos.
Abuso de autoridade e aliciamento
Segundo o delegado Alexandre Assis, titular da 64ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), a investigação começou após uma denúncia encaminhada pelo Conselho Tutelar.
De acordo com a polícia, o professor teria usado a posição de autoridade na escola para intimidar estudantes e se aproximar das adolescentes investigadas como vítimas. Até o momento, duas alunas estão formalmente identificadas no inquérito.
As investigações apontam que o suspeito teria enviado mensagens de conteúdo sexual por aplicativos de celular, além de manter comportamentos considerados inadequados no ambiente escolar e em espaços públicos.
Com autorização da Justiça para a quebra do sigilo telefônico, a Polícia Civil iniciou a extração de dados de aparelhos e contas digitais do investigado. O objetivo era verificar se outras adolescentes também estariam sofrendo assédio.
Investigação e extração de dados
Durante o cumprimento do mandado de busca, os policiais apreenderam celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos na casa do investigado.
O material será submetido à perícia para verificar possíveis conversas, arquivos e elementos que possam reforçar as denúncias ou indicar a existência de outras vítimas.
Segundo o delegado Alexandre Assis, a análise do conteúdo digital deverá ajudar a esclarecer a dimensão do caso.
“Nosso objetivo é identificar a extensão dos fatos investigados e garantir a proteção integral dessas adolescentes”, afirmou.
O avanço das investigações ocorre em meio à repercussão das denúncias em Tapauá, município onde o professor atuava na rede pública e mantinha contato frequente com estudantes.
O que o caso coloca em alerta para famílias?
O caso chama a atenção de pais e responsáveis para a segurança de crianças e adolescentes no ambiente escolar, especialmente em municípios do interior, onde professores costumam manter contato próximo com estudantes e famílias.
Mudanças bruscas de comportamento, medo repentino de frequentar a escola, isolamento, ansiedade ou resistência incomum em relação a determinados adultos podem funcionar como sinais de alerta e merecem atenção da família.
Em situações de suspeita de assédio, intimidação ou qualquer forma de violência contra menores, denúncias podem ser feitas ao Conselho Tutelar, à polícia ou pelo Disque 100, canal nacional de proteção dos direitos humanos.
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