Manaus (AM) – A Justiça do Amazonas iniciou, na manhã desta quarta-feira, dia 27 de maio, o julgamento dos réus Gil Romero Machado e José Nílson Azevedo da Silva, que respondem pela morte de Débora da Silva Alves, grávida à época do crime, ocorrido em julho de 2023, em Manaus.
O julgamento ocorre na 2.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, presidido pelo juiz Fábio Lopes Alfaia. Segundo o magistrado, a previsão é que a sessão se estenda por até três dias, devido à complexidade do processo.
Os dois réus estão presentes em plenário.
Antes do início dos trabalhos, o juiz explicou que o júri começaria pela oitiva das testemunhas.
“Iniciaremos hoje a oitiva das testemunhas. Os réus devem ser interrogados somente amanhã”, afirmou o magistrado, acrescentando que não pretende prolongar as sessões para o período da noite, a fim de evitar desgaste dos jurados.
Como será o julgamento
Após sorteio realizado em plenário, o Conselho de Sentença terminou formado por cinco homens e duas mulheres.
O Ministério Público do Amazonas (MPAM) atua na acusação por meio dos promotores André Epifânio e Timóteo Ágabo Pacheco de Almeida, com assistência da advogada Goreth Rubin.
Na defesa, o advogado Vilson Benayon representa o réu Gil Romero Machado, enquanto José Nílson Azevedo da Silva é assistido pela Defensoria Pública.
Segundo o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), a acusação arrolou oito testemunhas, enquanto as defesas apresentaram 14 pessoas.
O que diz a denúncia
De acordo com denúncia apresentada pelo Ministério Público, os réus respondem pelos crimes de:
- homicídio qualificado;
- feminicídio;
- violência doméstica;
- aborto provocado por terceiro;
- ocultação de cadáver.
O MPAM sustenta que Gil Romero Machado mantinha um relacionamento extraconjugal com Débora Alves e não queria assumir a possível paternidade da criança, o que teria motivado o crime. A acusação também aponta participação de José Nílson Azevedo da Silva.
As defesas dos acusados terão oportunidade de apresentar seus argumentos durante o julgamento.
Caso teve grande repercussão no Amazonas
O caso ganhou ampla repercussão no Amazonas após o desaparecimento de Débora Alves, em julho de 2023. Grávida, a jovem acabou encontrada morta dias depois, o que gerou comoção e mobilização nas redes sociais e entre familiares.
A expectativa é que os interrogatórios dos réus ocorram nesta quinta-feira, dia 28 de maio, após a fase de depoimentos das testemunhas.


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