Manaus (AM) – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um novo pedido de liberdade apresentado pela defesa de Ademar Farias Cardoso Neto, irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido Djidja Cardoso, encontrada morta em Manaus em maio de 2024.
A decisão foi assinada pelo ministro Sebastião Reis Júnior, que manteve a prisão preventiva do investigado no processo que apura suspeitas de tráfico de drogas e associação para o tráfico envolvendo cetamina, conhecida popularmente como ketamina.
Preso desde 2024, Ademar alegou, por meio da defesa, excesso de prazo na prisão preventiva. Os advogados sustentaram que o processo teria ficado parado por cerca de 153 dias após a anulação de uma sentença anterior e afirmaram que ele já está há mais de 600 dias preso sem julgamento definitivo. A defesa também pediu a substituição da prisão por medidas cautelares alternativas.
Entendimento STJ
Apesar dos argumentos, o STJ entendeu que não existem elementos suficientes para conceder a soltura imediata. Na decisão, o ministro destacou que o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) apresentou fundamentos considerados concretos para manter a prisão, entre eles a gravidade das acusações, a suposta atuação organizada do grupo investigado e a necessidade de preservação da ordem pública.
O magistrado também rejeitou, neste momento, a tese de excesso de prazo. Segundo ele, a complexidade do caso, o número de réus envolvidos e o andamento da ação penal justificam a continuidade da prisão preventiva até nova análise judicial.
Com a negativa do habeas corpus liminar, o STJ solicitou informações atualizadas ao juízo de primeiro grau e ao TJAM sobre a situação processual de Ademar. Depois disso, o caso ainda será encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), antes do julgamento definitivo do pedido.
Entenda o caso
A investigação ganhou repercussão nacional após a morte de Djidja Cardoso, empresária e ex-sinhazinha do Boi Garantido, encontrada morta dentro de casa, em Manaus, no dia 28 de maio de 2024.
O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) após surgirem suspeitas envolvendo o uso de cetamina, práticas religiosas e um possível esquema de distribuição da substância. As apurações resultaram em prisões e processos criminais relacionados ao caso.
A cetamina é um medicamento anestésico de uso controlado e seu uso irregular tem preocupado autoridades de saúde e segurança pública em todo o país.
SAIBA MAIS
O caso Djidja Cardoso teve ampla repercussão nacional por envolver uma figura conhecida do Festival de Parintins e suspeitas ligadas ao uso irregular de cetamina. A investigação é conduzida pela Polícia Civil do Amazonas e acompanha possíveis ramificações do esquema investigado.
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