Saiba quais crimes podem levar Bolsonaro e aliados para a prisão

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais sete envolvidos na chamada trama golpista de 2022. A manifestação foi protocolada na noite desta segunda-feira (14), às 23h45, e marca a última fase do processo antes do julgamento, previsto para setembro. Segundo o procurador-geral […]

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais sete envolvidos na chamada trama golpista de 2022. A manifestação foi protocolada na noite desta segunda-feira (14), às 23h45, e marca a última fase do processo antes do julgamento, previsto para setembro.

Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, os acusados devem ser condenados por:

  • Organização criminosa armada;
  •  Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  •  Golpe de Estado, dano qualificado pela violência;
  • Grave ameaça;
  • Deterioração de patrimônio tombado.

As penas máximas somadas ultrapassam os 30 anos de prisão.

Quem são os acusados

Além de Jair Bolsonaro, a PGR incluiu no pedido de condenação os seguintes nomes:

  • Walter Braga Netto – general, ex-ministro e vice de Bolsonaro em 2022

  • General Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional

  • Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin)

  • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF

  • Almir Garnier – ex-comandante da Marinha

  • Paulo Sérgio Nogueira – general do Exército e ex-ministro da Defesa

  • Mauro Cid – ex-ajudante de ordens e delator no caso

No caso de Mauro Cid, a PGR recomenda a suspensão da pena, devido ao acordo de delação premiada firmado com a Polícia Federal.

O papel de Bolsonaro, segundo a PGR

De acordo com Gonet, Jair Bolsonaro liderava a organização criminosa e foi o “principal articulador e maior beneficiário” das ações para instaurar um golpe de Estado. A manifestação afirma que o ex-presidente usou o aparato do governo para deslegitimar as eleições, mobilizando recursos públicos e apoio militar para fomentar instabilidade e defender medidas autoritárias.

Próximos passos no STF

Com o documento da PGR entregue, o STF abriu prazo de 15 dias para que a defesa de Mauro Cid apresente suas alegações finais. Em seguida, os advogados dos demais réus deverão se manifestar no mesmo prazo.

Após isso, a Primeira Turma do Supremo marcará a data do julgamento. A expectativa é de que ele ocorra em setembro de 2025.

*Agência Brasil 

Leia mais:

Por unanimidade, STF torna Bolsonaro e mais 7 réus por tentativa de golpe

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