Manaus (AM) – Em entrevista exclusiva ao programa “Meio Dia com Jefferson Coronel” da Rede Onda Digital, o vereador Marcelo Serafim, uma das principais lideranças do Partido Socialista Brasileiro (PSB) na capital amazonense, expressou seu descontentamento em relação ao prefeito David Almeida, do Avante, e anunciou que não dará apoio a ele nas eleições municipais de 2024.
Deixando claro que sua decisão é pessoal e independente de uma possível orientação partidária, Serafim disse que não caminhará com David Almeida.
“Se houvesse uma decisão do partido em apoiá-lo, eu pessoalmente não apoiaria”.
Essa declaração coloca em destaque a divisão dentro do PSB em relação à possível aliança com o atual prefeito.
O vereador não poupou críticas à gestão de David Almeida, apontando diversas decisões equivocadas tomadas no parlamento.
“O prefeito tomou várias decisões equivocadas dentro do parlamento, todas elas eu tive oportunidade de falar que ele estava indo por um caminho perigoso, e hoje a câmara está inteiramente rachada”, destacou Serafim.
Um dos pontos de discordância mencionados por Serafim foi a atitude do prefeito em fazer ameaças públicas contra vereadores e parlamentares. Ele acusou David Almeida de agir com imaturidade.
“Um prefeito ir a público dizer que vai atacar vereador, que vai atacar parlamentar, isso é de uma imaturidade sem tamanho”. Essa crítica ressoa o conflito que surgiu em novembro do ano passado, quando David Almeida teve um pedido de empréstimo de R$ 600 milhões negado pela Câmara Municipal, gerando descontentamento e tensões.
O PSB, segundo Serafim, está concentrado na formação da chapa de vereadores para as próximas eleições.
“Não temos pré-candidato a prefeito (de Manaus). O PSB, hoje, o foco principal é na montagem da chapa de vereador para a gente sair com três vereadores eleitos do partido. Até porque, isso é o primeiro movimento que você tem que fazer para o fortalecimento para 2026”, esclareceu o vereador.
Ao concluir, Marcelo Serafim destacou as dificuldades enfrentadas por vereadores que se opõem ao governo atual.
“Há 21 vereadores que se posicionam contra, que são perseguidos, que são atacados pela máquina pública, tudo que você imaginar é feito contra esse vereador por se posicionar”.
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