Réu recebe sentença de mais de 18 anos por assassinato na Comunidade Mundo Novo

O réu, Bessa Dias da Cruz, é acusado de assassinar Gabriel da Silva Farias com tiros de revólver, em decorrência de uma desavença entre ambos.

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Manaus – O réu Bessa Dias da Cruz enfrentou seu julgamento final na última segunda-feira (25/09) e foi condenado a 18 anos e oito meses de prisão em regime fechado pela morte de Gabriel da Silva Farias. A sessão de júri popular, que trouxe detalhes do caso, foi conduzida pela juíza Clarissa Ribeiro Lino na 2.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus.

Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual, o crime ocorreu em 19 de outubro de 2019 na Comunidade Mundo Novo, zona Norte de Manaus.

O réu, Bessa Dias da Cruz, é acusado de assassinar Gabriel da Silva Farias com tiros de revólver, em decorrência de uma desavença entre ambos.

A Promotora de Justiça Clarissa Moraes Brito conduziu a acusação durante a sessão, enquanto a defesa do réu ficou a cargo do defensor público Wilsomar de Deus Ferreira.

Réu negou o crime

O julgamento contou com o testemunho de duas testemunhas confidenciais que confirmaram a autoria do crime por parte de Bessa Dias da Cruz. Entretanto, durante seu interrogatório, o réu negou veementemente sua participação no crime.

Nos debates finais, a Promotora de Justiça pediu a condenação do réu pelo crime de homicídio, agravado pela qualificadora de motivo fútil. Por sua vez, a defesa sustentou a negativa de autoria e a falta de provas, solicitando a absolvição de Bessa Dias da Cruz.

Caso houvesse uma condenação, a defesa argumentou pelo afastamento da qualificadora de motivo fútil, bem como pela consideração do homicídio privilegiado e da inexigibilidade de conduta diversa.

Ao fim dos debates, os jurados votaram pela condenação do réu, seguindo a denúncia apresentada pelo Ministério Público.

A magistrada, na aplicação da pena, sentenciou Bessa Dias da Cruz a 18 anos e oito meses de prisão em regime fechado, com a manutenção da custódia cautelar até o trânsito em julgado da sentença.

Bessa Dias da Cruz foi detido em 1.º de outubro de 2021 e, desde então, permaneceu sob custódia provisória, totalizando um ano, 11 meses, três semanas e três dias de prisão.

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