Defensoria Pública cria GT para acompanhar caso dos flutuantes do Tarumã em Manaus

A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) criou um Grupo de Trabalho (GT) para acompanhar a situação dos flutuantes do Tarumã-Açu, em Manaus. A medida foi tomada após a Justiça determinar a suspensão da ordem de desmonte e remoção das estruturas.

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Manaus, AM – 22 de março de 2024 – A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) criou um Grupo de Trabalho (GT) para acompanhar a situação dos flutuantes do Tarumã-Açu, em Manaus. A medida foi tomada após a Justiça determinar a suspensão da ordem de desmonte e remoção das estruturas.

O GT, composto por sete defensores públicos de diferentes áreas, terá como objetivo propor medidas e soluções para proteger os direitos dos moradores dos flutuantes. A coordenação do grupo ficará a cargo do defensor Carlos Almeida Filho, da Defensoria Especializada em Interesses Coletivos (DPEIC).

Defensoria Pública do Amazonas
Defensoria Pública do Amazonas

“A Defensoria Pública está atenta à situação dos moradores dos flutuantes do Tarumã e vai trabalhar para garantir seus direitos”, afirma o defensor Rafael Barbosa, Defensor Público Geral. “O GT vai acompanhar o caso na Comissão de Conflitos Fundiários do TJAM e buscar soluções que assegurem a moradia digna e o sustento dessas famílias.”

Leia mais: Justiça ordena retirada de flutuantes do Tarumã

A DPE-AM também pediu a suspensão da ordem de retirada dos flutuantes. A medida foi concedida pelo juiz Glen Hudson Paulain Machado, da Vara Especializada do Meio Ambiente da Comarca de Manaus.

“A ordem de retirada não respeitava o devido processo legal”, explica Rafael Barbosa. “As pessoas não foram citadas para o processo e não tiveram direito à defesa. Além disso, a ação foi proposta há mais de 20 anos e o cenário mudou desde então.”

A Defensoria Pública também argumenta que a remoção dos flutuantes pode causar graves impactos sociais e ambientais.

“As famílias que vivem nos flutuantes dependem do local para moradia e trabalho”, ressalta o defensor. “A remoção pode levar à perda de moradia, renda e acesso a serviços básicos.”

A DPE-AM vai continuar acompanhando o caso e atuando para defender os direitos dos moradores dos flutuantes do Tarumã.

Informações adicionais:

  • Integrantes do GT:
    • Carlos Almeida Filho – Interesses Coletivos
    • Christiano Pinheiro – Defesa do Consumidor
    • Carolina Carvalho – Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres
    • Arlindo Gonçalves Neto – Defesa dos Direitos Relacionados à Saúde
    • Eduardo Ituassú – Infância e Juventude
    • Thiago Rosas – Moradia e Fundiário
    • Elânia do Nascimento – Promoção e Defesa de Direitos Humanos / Meio Ambiente e Questões Agrárias

( * ) Portal Meu Amazonas com informações da assessoria

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