Ipaam aplica R$ 585 mil em multas e embarga terras por desmatamento em Humaitá

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas aplicou R$ 585,5 mil em multas e embargou 115 hectares durante ação da Operação Tamoiotatá 6 em Humaitá. A fiscalização identificou desmatamento, descumprimento de embargo ambiental e atividade agropecuária sem licença ao longo da BR-230. Os responsáveis têm prazo de 20 dias para apresentar defesa administrativa ou pagar as multas aplicadas.

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Fiscalização da Operação Tamoiotatá 6 identifica desmatamento e atividade agropecuária sem licença ao longo da BR-230, no sul do Amazonas


Manaus (AM) – O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) aplicou R$ 585.500 em multas ambientais e embargou 115 hectares de área durante uma ação da Operação Tamoiotatá 6 em Humaitá, município localizado a 590 quilômetros de Manaus.

A fiscalização ocorreu na sexta-feira (6) e identificou desmatamento, descumprimento de embargo ambiental e atividade agropecuária sem licença em áreas ao longo da BR‑230.

As equipes percorreram cerca de 152 quilômetros da rodovia durante a vistoria em campo, baseada em dados de monitoramento ambiental que indicavam possíveis infrações na região.

Segundo o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, as ações de fiscalização buscam interromper atividades ilegais e reduzir a pressão sobre áreas de floresta.


Infrações ambientais identificadas

Durante a operação, os fiscais constataram desmatamento em uma área de 15 hectares.

As equipes também identificaram:

  • 100 hectares com atividade agropecuária sem licença ambiental
  • descumprimento de embargo ambiental já existente

O responsável pela área já havia sido identificado em fiscalizações anteriores.

Como resultado das irregularidades, os fiscais lavraram dois termos de embargo, que somam 115 hectares interditados.

Essa área corresponde aproximadamente a 161 campos de futebol.

Enquanto o embargo estiver em vigor, qualquer atividade produtiva na área fica proibida até que o responsável regularize a situação ambiental.


Entenda o caso

A Operação Tamoiotatá 6 integra as ações de combate ao desmatamento no sul do Amazonas, região considerada prioritária para fiscalização ambiental.

Somente neste mês de março, o Ipaam já divulgou três ações da operação em Humaitá, o que indica intensificação das inspeções na região.

As fiscalizações utilizam:

  • monitoramento ambiental por satélite
  • análises técnicas de alertas de desmatamento
  • vistorias presenciais nas áreas suspeitas.

O que acontece após as multas

Após a autuação, os responsáveis têm prazo legal de 20 dias para:

  • apresentar defesa administrativa
    ou
  • pagar a multa aplicada.

Os valores arrecadados são destinados ao Fundo Estadual de Meio Ambiente do Amazonas, administrado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas.

O fundo financia projetos de:

  • conservação ambiental
  • fiscalização
  • recuperação de áreas degradadas.

Nos casos de descumprimento de embargo ambiental, os autos também podem ser encaminhados ao Ministério Público do Estado do Amazonas e ao Ministério Público Federal.


Como funciona a Operação Tamoiotatá

A Operação Tamoiotatá reúne órgãos estaduais e federais em ações de fiscalização contra desmatamento e queimadas.

Participam da operação:

  • Secretaria de Segurança Pública do Amazonas
  • Polícia Militar do Amazonas
  • Polícia Civil do Amazonas
  • Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas
  • Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia

As equipes realizam:

  • fiscalização terrestre
  • análise de alertas de desmatamento
  • aplicação de multas ambientais
  • embargo de áreas ilegais.

O que muda com a operação

A Operação Tamoiotatá foi estruturada em 15 etapas, com duração média de 20 dias cada.

O planejamento prevê atuação até dezembro de 2026, com foco nos períodos mais críticos de estiagem, quando aumentam os riscos de queimadas e desmatamento.

As ações também priorizam a proteção de Unidades de Conservação estaduais e áreas estratégicas para preservação da floresta.


Como denunciar crimes ambientais

A população pode denunciar infrações ambientais diretamente ao Ipaam.

O órgão disponibiliza um canal de denúncias via WhatsApp:

📱 (92) 98557-9454

O serviço permite o envio de informações, fotos e localização que auxiliam as equipes de fiscalização.


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Gláucia Chair
Gláucia Chairhttps://portalmeuamazonas.com.br/
Gláucia Chair é jornalista, pesquisadora e professora, com mais de 25 anos de atuação no mercado de comunicação e educação. CEO do Portal Meu Amazonas, também atua como consultora em conteúdo digital e estratégias de mídia. É Master em Jornalismo pelo Instituto Superior de Educação (ISE) e possui especializações em Literatura Moderna e Pós-Moderna, Docência do Ensino Superior e Comunicação, Design e Multimídia. Membro da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB), Gláucia se destaca pela defesa da valorização da produção jornalística e intelectual na Amazônia. Ao longo de sua trajetória, colaborou com veículos de destaque como Portal Amazônia, Jornal e Portal Em Tempo, Portal Radar 10, Revista ECO, Portal Vanguarda do Norte, i9Brasil e Portal Em Pauta.

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