Manaus (AM) – Cerca de 3 mil pessoas passaram pelo Largo de São Sebastião, no Centro de Manaus, no domingo (23), para conhecer pesquisas desenvolvidas pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). A segunda edição do Ciência na Praça reuniu mais de 30 espaços interativos durante as comemorações pelos 72 anos do instituto.
Pesquisadores, estudantes de mestrado e doutorado, bolsistas e técnicos apresentaram ao público experiências e informações sobre biodiversidade, sustentabilidade, tecnologia, inovação, saúde e clima. Famílias, crianças, estudantes e turistas circularam pelas tendas e puderam conversar diretamente com integrantes das equipes de pesquisa.
Pesquisas da Amazônia chegaram ao Centro de Manaus
O evento reuniu diferentes áreas de pesquisa do Inpa em um mesmo espaço. Nas tendas dedicadas a fungos e plantas, por exemplo, os visitantes conheceram técnicas de extração e separação de produtos naturais, frutos nativos da Amazônia, cogumelos e aspectos da botânica econômica.
As atividades também abordaram animais e organismos pouco conhecidos pelo público. Entre as exposições estavam conteúdos sobre a importância ecológica das aranhas, abelhas sem ferrão, insetos aquáticos, peixes elétricos, arraias do Bosque da Ciência e organismos aquáticos.
O instituto também apresentou parte de suas coleções científicas de mamíferos, aves e herpetofauna, além de trabalhos do Mestrado Profissional em Gestão de Áreas Protegidas (MPGAP).
Torres ajudam a explicar mudanças no clima
Os grandes projetos de monitoramento ambiental do Inpa também fizeram parte da programação.
Um dos destaques foi o ATTO (Observatório da Torre Alta da Amazônia), que utiliza uma torre de 350 metros de altura e outras duas de 80 metros para coletar dados sobre o tempo, a química e a biologia da floresta. O projeto registra informações continuamente.
O público também conheceu o AmazonFACE, que pesquisa como a floresta amazônica poderá responder ao aumento da concentração de gás carbônico na atmosfera.
Já o Programa LBA apresentou o funcionamento de pluviômetros automáticos e convencionais usados para medir a chuva na Reserva do Cuieiras, na área da ZF-2.
Ciência mais próxima da população
Para o diretor do Inpa, Henrique Pereira, levar os pesquisadores para o espaço público ajuda a aproximar a ciência da sociedade.
“O futuro da ciência amazônica só faz sentido se for com o povo”, afirmou.
A professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Tathyane Krahenbuhl, participou do evento com o filho e os sobrinhos. Para ela, a iniciativa ajuda pessoas que não trabalham diretamente com ciência a conhecer as pesquisas realizadas na região.
A segunda edição do Ciência na Praça encerrou a programação de aniversário de 72 anos do Inpa. O instituto foi criado em 1952 e mantém pesquisas em diferentes áreas relacionadas à Amazônia.
SAIBA MAIS
O Ciência na Praça realizou sua segunda edição no Largo de São Sebastião, em Manaus, com entrada gratuita. A programação deste ano ocorreu das 16h às 20h e reuniu mais de 30 atrações ligadas às pesquisas do Inpa.
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