iFood movimenta R$ 888 milhões no AM — veja como o delivery mudou rotina em Manaus

Cidade de Manaus movimentou R$ 888 milhões com delivery em 2024 e já ocupa a 10ª posição entre as capitais que mais consomem na plataforma ifood

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Manaus entrou no ranking das 10 capitais que mais utilizam o iFood no Brasil. O delivery movimentou R$ 888 milhões no Amazonas em 2024 e já impacta hábitos de consumo, custos com alimentação e geração de empregos, segundo dados da plataforma e estudo da Fipe.


O iFood impacta diretamente a economia e o dia a dia de quem vive em Manaus

Manaus entrou para o grupo das 10 capitais que mais pedem comida por delivery no Brasil, segundo dados apresentados pela plataforma. Mais do que ranking, os números mostram uma mudança concreta: o delivery deixou de ser ocasional e passou a fazer parte da rotina da cidade.

Só em 2024, o setor movimentou R$ 888 milhões no Amazonas, equivalente a 0,52% do PIB estadual, de acordo com levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas.


Por que os lanches dominam os pedidos

O comportamento do consumidor em Manaus revela uma preferência clara por praticidade.

Nos últimos meses, os pedidos se concentraram em:

  • Lanches: 154,7 milhões
  • Comida brasileira: 72,1 milhões
  • Pizza: 54,2 milhões
  • Marmita: 34,3 milhões
  • Açaí: 33,8 milhões

👉 Na prática, isso indica:

  • refeições mais rápidas
  • substituição de comida caseira em parte da rotina
  • crescimento do consumo individualizado

💸 O impacto no bolso: conveniência x custo

O avanço do delivery traz um efeito duplo para o consumidor:

✔️ Vantagens

  • praticidade
  • acesso a mais opções
  • promoções frequentes

Pontos de atenção

  • taxas de entrega elevam o custo final
  • preços no app podem ser maiores que no balcão
  • aumento do gasto mensal com alimentação

Ou seja: o delivery facilita a vida, mas pode pesar no orçamento.


15 mil empregos — mas em quais condições?

O estudo aponta que o ecossistema do iFood gerou cerca de 15 mil postos de trabalho no Amazonas.

No entanto, especialistas alertam que o setor também levanta debates importantes:

  • ausência de vínculo formal para entregadores
  • renda variável
  • falta de proteção trabalhista em muitos casos

O crescimento existe, mas o modelo ainda gera discussão sobre qualidade desses empregos.


O que esse crescimento diz sobre Manaus

O avanço do delivery revela três movimentos na cidade:

  1. Digitalização do consumo alimentar
  2. Fortalecimento de pequenos negócios no online
  3. Maior dependência de plataformas tecnológicas

Ao mesmo tempo, indica uma cidade com rotina mais acelerada e menos tempo para preparo de refeições.


Empresa aponta transformação econômica — mas cenário exige leitura crítica

Para Rafael Corrêa, o avanço de Manaus reflete uma mudança mais ampla na economia local.

“Manaus já demonstra uma maturidade importante no uso do delivery como ferramenta de crescimento. Estar entre as dez capitais que mais pedem no Brasil mostra a força do consumo local, mas também evidencia o protagonismo dos empreendedores da região.”

Segundo ele, o impacto vai além do consumo:

“Quando observamos que o iFood movimenta 0,52% do PIB do Amazonas, fica claro que estamos falando de impacto real na economia, geração de renda e fortalecimento de pequenos e médios negócios.”

O executivo afirma ainda que o delivery se tornou estrutural para o setor:

“O delivery hoje é parte da operação de milhares de restaurantes e pode ser decisivo para expansão e sustentabilidade dos empreendimentos.”


O que esse crescimento diz sobre Manaus

O avanço do delivery aponta para:

  • digitalização acelerada do consumo
  • fortalecimento de pequenos negócios online
  • mudança no padrão alimentar urbano

Ao mesmo tempo, indica maior dependência de plataformas tecnológicas na economia local.


Impacto direto para o leitor

  • O delivery já influencia quanto você gasta com alimentação
  • Restaurantes dependem cada vez mais dos aplicativos
  • Novas formas de trabalho surgem — e aponta desafios.

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Gláucia Chair
Gláucia Chairhttps://portalmeuamazonas.com.br/
Gláucia Chair é jornalista, pesquisadora e professora, com mais de 25 anos de atuação no mercado de comunicação e educação. CEO do Portal Meu Amazonas, também atua como consultora em conteúdo digital e estratégias de mídia. É Master em Jornalismo pelo Instituto Superior de Educação (ISE) e possui especializações em Literatura Moderna e Pós-Moderna, Docência do Ensino Superior e Comunicação, Design e Multimídia. Membro da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB), Gláucia se destaca pela defesa da valorização da produção jornalística e intelectual na Amazônia. Ao longo de sua trajetória, colaborou com veículos de destaque como Portal Amazônia, Jornal e Portal Em Tempo, Portal Radar 10, Revista ECO, Portal Vanguarda do Norte, i9Brasil e Portal Em Pauta.

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