O bolsonarismo e a máscara da compaixão

O bolsonarismo, em suas diversas manifestações, coleciona episódios que desafiam qualquer noção de empatia ou respeito à vida. Desde o tripúdio em redes sociais envolvendo adversários políticos, até o assassinato de Marcelo Arruda por um fanático bolsonarista em Foz do Iguaçu, a trajetória revela um padrão de ódio, provocação e desumanização. Parlamentares e símbolos de […]

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O bolsonarismo, em suas diversas manifestações, coleciona episódios que desafiam qualquer noção de empatia ou respeito à vida. Desde o tripúdio em redes sociais envolvendo adversários políticos, até o assassinato de Marcelo Arruda por um fanático bolsonarista em Foz do Iguaçu, a trajetória revela um padrão de ódio, provocação e desumanização.

Parlamentares e símbolos de intimidação

Parlamentares bolsonaristas posando com armas de fogo reforçam uma cultura de intimidação e violência simbólica. Esses gestos extrapolam o debate político e se tornam mensagem de poder e medo, corroendo o diálogo democrático.

Memória histórica desrespeitada

O ex-presidente Jair Bolsonaro exaltou o coronel Brilhante Ustra como “herói nacional” e extinguiu grupos de identificação de ossadas de desaparecidos da ditadura. Essas ações demonstram desprezo pelo passado e pela dor de familiares de vítimas da repressão.

A política transformada em espetáculo de ódio

Durante a pandemia de COVID-19, buzinaços em frente a hospitais e zombaria de pacientes e profissionais de saúde evidenciaram uma política que prioriza espetáculo e retórica de ódio, em detrimento da vida humana e da empatia.

A incoerência moral

Agora, diante de tragédias, manifestações de empatia ou pedidos de compaixão, essa mesma corrente quer se colocar como juiz moral. A incoerência é flagrante: quem cultiva a violência simbólica e real não pode assumir o papel de régua da compaixão.

Lições para a democracia

Política é responsabilidade. O bolsonarismo nos lembra que a empatia não pode ser seletiva e que atos de ódio devem servir de alerta. A democracia sobrevive quando o respeito à vida, às instituições e às diferenças é prioridade, e não quando a rinha de fascistas dita regras morais.

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Gláucia Chair
Gláucia Chairhttps://portalmeuamazonas.com.br/
Gláucia Chair é jornalista, pesquisadora e professora, com mais de 25 anos de atuação no mercado de comunicação e educação. CEO do Portal Meu Amazonas, também atua como consultora em conteúdo digital e estratégias de mídia. É Master em Jornalismo pelo Instituto Superior de Educação (ISE) e possui especializações em Literatura Moderna e Pós-Moderna, Docência do Ensino Superior e Comunicação, Design e Multimídia. Membro da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB), Gláucia se destaca pela defesa da valorização da produção jornalística e intelectual na Amazônia. Ao longo de sua trajetória, colaborou com veículos de destaque como Portal Amazônia, Jornal e Portal Em Tempo, Portal Radar 10, Revista ECO, Portal Vanguarda do Norte, i9Brasil e Portal Em Pauta.

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