MANAUS (AM) – A 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus condenou na madrugada desta segunda-feira, 1º de junho, os dois réus acusados pelo assassinato de Débora da Silva Alves, de 14 anos, e do bebê que ela esperava. O crime ocorreu em 2023 e provocou forte comoção no Amazonas.
Gil Romero Machado Batista foi condenado por todos os crimes imputados pela acusação. A pena fixada é de 63 anos, 7 meses e 19 dias de prisão em regime fechado.
José Nílson Azevedo da Silva condenado á 17 anos e 8 meses. O conselho de sentença afastou duas qualificadoras e o feminicídio, condenando-o por homicídio qualificado por motivo torpe. O magistrado manteve a prisão dos dois réus para cumprimento provisório imediato da pena.
Cinco dias de julgamento
A sessão teve início na manhã de quarta-feira, 27 de maio, no Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, sob presidência do juiz titular da 2ª Vara do Júri, Fábio Alfaia.
A complexidade do caso e o grande número de depoimentos estenderam os trabalhos por cinco dias, com encerramento apenas nas primeiras horas de hoje, após intensos debates entre acusação e defesas técnicas.
Repercussão institucional
A deputada estadual Alessandra Campelo (PSD), Procuradora Especial da Mulher da Aleam, que acompanha o caso desde 2023, celebrou a decisão.
“Nada será capaz de devolver a vida de Débora e do pequeno Arthur. Mas a condenação dos responsáveis reafirma um princípio fundamental: a violência contra a mulher não pode ficar impune”, disse a parlamentar.
Texto: Portal Meu Amazonas com informações do TJAM e Ascom/Aleam | Foto: Miguel Almeida
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